A diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) terá nova composição a partir do ano que vem. O embaixador Roberto Azevêdo, único brasileiro a chefiar a Organização Mundial do Comércio (de 2013 a 2020), será o responsável pelo Conselho Superior de Comércio Exterior da entidade. A pasta vai cuidar da “diplomacia empresarial”, cujo objetivo é fortalecer a economia brasileira por meio da indústria.
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Em entrevista a Oeste, Azevêdo disse que o trabalho terá o objetivo de fortalecer o comércio internacional por meio de discussões com os empresários brasileiros. De acordo com o diplomata, as negociações que envolvem outros países entraram em um novo contexto. “As regras tradicionais são questionadas”, afirmou. “Temos de estudar a forma de fazer o Brasil se inserir de forma competitiva no novo cenário. Como pode ocupar e ampliar a presença nos mercados externos.”
Os objetivos da diplomacia da Fiesp

Para Azevêdo, a indústria brasileira tem o potencial de ser mais competitiva. Mas, para isso, é necessária uma mudança de cultura. “Muitos setores temem competir com empresas de países desenvolvidos”, disse. “Os empresários pensam: ‘Por que vou me expor a isso se sou competitivo no mercado nacional?’”
Para Azevêdo, as empresas brasileiras têm muito potencial para rivalizar com as indústrias internacionais. O diplomata citou, por exemplo, setores com capacidade de pleitear novos rumos. Alguns exemplos são companhias ligadas aos maquinários e à tecnologia de informação.
“Temos de mudar a mentalidade da nova geração de empresários”, afirmou o diplomata. “Na Fiesp, vamos mostrar exemplos que deram certo. Como as empresas trabalharam e quais poderiam ser os mecanismos de apoio mais eficazes. A chave para a competitividade está no setor privado.”
“Tarifaço”
O Brasil enfrentou uma crise inesperada neste ano. O governo Lula foi pego de surpresa depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas sobre os produtos brasileiros. O conflito gerou tensão em alguns setores, que temeram prejuízos nas exportações.
Depois de algumas negociações, que envolveram até empresas norte-americanas, a administração de Trump relaxou as tarifas. A decisão fez com que parte dos produtores brasileiros comemorassem o fim da sobretaxa de 40% imposta pelos EUA sobre 249 produtos agrícolas.
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Azevêdo disse que essa crise atingiu o país de forma inesperada. Apesar do relaxamento, é um problema que merece atenção por causa de companhias que ainda estão sofrendo. O diplomata acredita no setor privado como caminho para o Brasil solucionar a crise por completo.








































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