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Economia

Trump recua de ataque ao Irã, e mercado reage com alta global

Ação contra usinas de energia foi adiada; alívio no petróleo impulsiona bolsa e reduz temor inflacionário

O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão aumenta no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X
O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão aumenta no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O dólar recuou mais de 1% nesta segunda-feira, 23, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar por cinco dias um possível ataque a usinas de energia do Irã e indicar abertura para negociações.

Às 14h08, a moeda norte-americana caía 1,41%, cotada a R$ 5,236. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,224, com queda de 1,67%. No mesmo horário, o Ibovespa subia 3,09%, aos 181.677 pontos, acompanhando o movimento global de maior apetite por risco.

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A sinalização de desescalada no conflito levou a uma forte queda no preço do petróleo, que chegou a recuar mais de 13%, a US$ 91,89.

O movimento ocorre depois de semanas de alta da commodity, pressionada pela tensão no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fornecimento, especialmente depois do fechamento do Estreito de Ormuz.

Mercado reverte movimento da semana passada

Moedas de dólar, em alusão à nota sobre o Brasil registrar a 2ª maior saída de dólares da história do país
Exemplares do dólar, a moeda dos Estados Unidos | Foto: jcomp/Freepik

Com a queda do petróleo, diminuiu o temor de pressão inflacionária global — o que também contribuiu para a valorização das bolsas. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários subiam, com ganhos de até 1,48%.

Na sexta-feira 20, o cenário era oposto: o dólar subiu 1,81%, a R$ 5,311, enquanto a bolsa caiu 2,24%. A escalada do conflito havia levado investidores a buscarem ativos mais seguros, como a moeda norte-americana.

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Agora, com a sinalização de negociações, o mercado volta a apostar em uma solução diplomática. No Brasil, o Banco Central realizou leilão de linha de US$ 2 bilhões para rolagem cambial, vendendo US$ 1,8 bilhão.

A operação aumenta a oferta de dólares no mercado, o que ajuda a reduzir a cotação da moeda. Na curva de juros, os contratos também recuavam. Para janeiro de 2028, a taxa caía para 13,90%. Já para 2035, recuava a 13,85%.

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