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Economia

Trump negocia tarifas com China, Japão e União Europeia; Brasil nem é recebido

Reino Unido e países do leste asiático também conseguiram reduzir taxas

Donald Trump e Ursula von der Leyen fecharam acordo sobre tarifas - 27/07/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Donald Trump e Ursula von der Leyen fecharam acordo sobre tarifas - 27/07/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente dos EUA, Donald Trump, já negociou tarifas — e aceitou reduzir os porcentuais — com China, Japão e União Europeia. O Brasil, no entanto, nem é recebido, conforme informou o próprio governo na semana passada. Luiz Inácio Lula da Silva disse que ninguém quer conversar com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, encarregado da negociação.

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Europeus, chineses e japoneses, depois de receberem a carta com as novas tarifas comerciais de Trump, aguardaram as negociações. O Brasil voltou-se contra Trump. Lula fez uma série de declarações públicas consideradas afrontosas ao presidente norte-americano.

A tarifa sobre os produtos brasileiros — de 50% — foi a maior imposta pelos EUA. Aqui, além de fatores comerciais, Trump considerou a perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que ele chamou de “caça às bruxas”, e os avanços do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a liberdade de expressão, ao censurar empresas e cidadãos norte-americanos.

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Neste domingo, tanto Trump quanto o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disseram que as tarifas começam a valer no dia 1º, sem exceções.

Países que já negociaram com Trump

Neste domingo, 27, Trump confirmou um entendimento com a União Europeia, depois de reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Edimburgo, Escócia.

“A UE vai concordar em comprar dos EUA US$ 750 bilhões em energia”, afirmou Trump. Ele acrescentou que o bloco também investirá US$ 600 bilhões a mais nos EUA. Von der Leyen destacou que o acordo visa a “reequilibrar, mas permitir o comércio de ambos os lados”.

Acordos recentes dos EUA com outros parceiros

Antes da UE, os EUA já tinham fechado acordos semelhantes com outros parceiros. O Japão firmou compromisso de investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, sendo que a maior parte do lucro ficará no país norte-americano. Além disso, foi acordada redução nas tarifas sobre importações japonesas, que passaram de 25% para 15%.

O Reino Unido, por sua vez, garantiu cotas para exportação de automóveis e conseguiu diminuição das tarifas sobre aço, etanol e carne para 10%, além da retirada total das taxas no setor aeroespacial.

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Outro entendimento ocorreu com a China, em 12 de maio, e as tarifas foram mutuamente suspensas por 90 dias. Durante esse período, Pequim diminuiu taxas sobre produtos norte-americanos de 125% para 10%, enquanto Washington reduziu de 145% para 30%. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou: “Podemos conseguir um grande e lindo reequilíbrio com a China”.

No sudeste asiático, as Filipinas celebraram acordo para estabelecer tarifas de 19% sobre produtos exportados, índice igual ao acordado com a Indonésia e 1 ponto porcentual abaixo do Vietnã, que ficou em 20%. No caso indonésio, apenas as exportações do país foram taxadas, sem contrapartidas para os produtos norte-americanos. O Vietnã aceitou abrir seu mercado aos EUA sem imposição de tarifas.

Investigação contra o Brasil

Além da maior tarifa entre todos os países, o governo norte-americano também anunciou uma investigação sobre práticas comerciais. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA já começou a apurar denúncias de práticas desleais.

Lula tem falado em reciprocidade e aumento de tarifas para os EUA | Foto: Ricardo Stuckert/PR/@LulaOficial
Lula tem falado em reciprocidade e aumento de tarifas para os EUA | Foto: Ricardo Stuckert/PR/@LulaOficial

Fazem parte da investigação temas relacionados ao Pix, ao comércio na Rua 25 de Março e à atuação de redes sociais norte-americanas no país. A investigação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, também aborda questões como o desmatamento ilegal, a demora na concessão de patentes e o acesso ao mercado de etanol. 

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3 comentários
  1. Jose Nélson Freitas
    Jose Nélson Freitas

    O anão diplomático vai sentir o peso da decisão americana, sem galhofas e farofadas

  2. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    O picolé de chuchu prestígio zero com o TrEmpa não sai do local do crime e isto mostra algo simples os EUA não vão negociar nada e os americanos terão de beber seu sagrado suquim de laranja com 30% a mais o preço e LADO BOM DA MARMOTA noves fora 200mil empregos a menos e bolsas famílias a mais nós aqui em Janjolândia dos Manés em breve beberemos bixinha a 2real o litro, já a carne começa a desabar de preço e vamos comer PICAnha mais barato que em Pequim … buxo cheio e mente vazia como convém a todo idiota.

  3. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Brasil? Pária internacional com o desgoverno atual,aliás ditadura de toga com boneco de mamulengo a se exibir com sua partner de cabaré.

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