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Economia

Tesouro Nacional estima que dívida pública pode chegar a R$ 10,3 trilhões

Plano de financiamento para este ano prevê aumento da participação de títulos vinculados à taxa Selic

Cada vez mais pressionado pelos gastos públicos, Tesouro busca alongar os prazos dos vencimentos de dívidas no curto prazo. | Foto: Reprodução/Redes sociais
Mesmo com dados macroeconômicos considerados favoráveis, a melhora não alcança a maioria da população | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Dívida Pública Federal deve encerrar 2026 em um patamar entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O Tesouro Nacional apresentou os números nesta quarta-feira, 28, durante a divulgação do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este ano. Em 2025, o endividamento do governo federal ultrapassou a marca recorde de R$ 8,6 trilhões.

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A nova estratégia do governo busca reduzir a fatia de títulos prefixados e elevar a participação de papéis corrigidos pela Selic. Atualmente, os títulos vinculados aos juros básicos da economia representam 48,3% da dívida, mas o plano permite que esse índice alcance até 50%. A mudança visa a atrair investidores em um momento em que as taxas estão no maior nível em quase dois anos.

O governo também estabeleceu metas para títulos corrigidos pela inflação, que devem variar entre 23% e 27% do total da carteira. Já os papéis vinculados ao câmbio devem representar de 3% a 7% da composição final da dívida ao fim de dezembro.

Estratégia do Tesouro Nacional para a dívida pública

O plano estipulou o prazo médio de vencimento da dívida entre 3,8 e 4,2 anos. Para garantir a capacidade de pagamento em cenários de instabilidade, o governo mantém um colchão de liquidez de R$ 1,187 trilhão. Esse montante cobre os vencimentos da dívida interna por um período de pouco mais de sete meses.

O Tesouro Nacional utiliza a emissão de títulos para captar recursos com investidores e honrar os compromissos da União. Em troca, o governo devolve os valores com correções baseadas em juros, inflação ou câmbio. Por causa de variações na Selic, o custo do endividamento pode aumentar imediatamente quando o Banco Central reajusta a taxa básica.

Mesmo com a preferência por papéis flutuantes, o órgão defende a ideia de que os títulos prefixados trazem maior previsibilidade. Nesses casos, o governo sabe exatamente o valor que pagará no momento do resgate. Contudo, em períodos de instabilidade econômica, essas taxas costumam ser mais altas que a Selic e elevam o custo total da dívida pública.

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