A partir de 2025, o investidor com recursos no Tesouro Direto deixará de pagar a cada semestre a taxa para manter o dinheiro aplicado na bolsa de valores. Em vez disso, a cobrança passará a ser feita nas movimentações dos títulos, quando o papel vencer, o aplicador resgatar antecipadamente o dinheiro ou o Tesouro pagar juros e amortizações.
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Equivalente a 0,2% do saldo, a taxa de custódia incidia duas vezes por ano, no primeiro dia útil de janeiro e no primeiro dia útil de julho sobre a conta de investimento na corretora ou no banco. Assim, a cobrança prevista para 2 de janeiro de 2025 não será mais feita.
Agora, quando o investidor resgatar o investimento ou o Tesouro repassar os juros a quem detém títulos que pagam “cupons semestrais” pagará 0,2% sobre o saldo total aplicado no Tesouro Direto, proporcional ao período da aplicação.
“A cobrança será feita de forma proporcional ao período em que você investiu”, informou o Tesouro, em comunicado enviado aos investidores no último domingo, 29. “Facilitando a experiência como investidor e eliminando a necessidade de gerenciar depósitos periódicos.”
Os investimentos de até R$ 10 mil por Cadastro de Pessoa Física (CPF) no Tesouro Selic (título que segue a taxa básica de juros) permanecem isentos. Neste caso, a taxa de 0,2% incide apenas sobre o valor que exceder os R$ 10 mil.
No caso dos títulos Tesouro Educa+ (que financia investimentos em educação) e Renda+ (que financia a aposentadoria), a cobrança será feita em momentos diferentes. O pagamento da taxa de custódia destes dois papéis, informou o Tesouro, será feito apenas em resgates ou no recebimento de fluxos mensais depois do vencimento.
Nestes dois títulos, quem levar o investimento até o vencimento vai continuar isento das taxas. Alguns papéis preveem a isenção para títulos com recebimentos de quatro a seis salários mínimos para alguns papéis.
Tesouro Direto soma R$ 5,7 bilhões em investimentos em novembro
Em novembro, foram realizadas 840 mil operações de investimento em títulos do Tesouro Direto, no valor de R$ 5,7 bilhões. No período, os resgates totalizaram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 192,5 milhões referentes ao pagamento de juros do Tesouro IPCA+ com juros semestrais. O valor médio por operação foi de R$ 6,8 mil.
Os títulos mais demandados pelos investidores foram os indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+), que somaram R$ 2,5 bilhões em vendas (43,4% do total), seguidos pelos títulos indexados à Selic, com R$ 2,3 bilhões (40,4%).
As vendas dos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), por sua vez, atingiram R$ 932,6 milhões (16,2%). Destaque para o aumento de 61% observado nas vendas líquidas do Tesouro Prefixado, quando comparado ao mês anterior.
Nas recompras, predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 1,9 bilhão (63,2%). Por sua vez, os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+) totalizaram R$ 717 milhões (23,1%), e os prefixados, R$ 426,3 milhões (13,7%).
Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 73,3% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 21,8%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam a 4,8% do total.
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