O Tesouro Nacional acendeu um alerta para a saúde financeira de nove estatais federais, resultando numa revisão da projeção de déficit em 2025.
A estimativa passou de R$ 6,2 bilhões para R$ 9,2 bilhões, puxada principalmente pelos resultados negativos dos Correios.
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A projeção não considera o desempenho das principais estatais do país, como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES — responsáveis por mais de 90% do patrimônio líquido das 122 empresas sob controle direto ou indireto da União.
Conforme o relatório de Riscos Fiscais da União, divulgado pelo Tesouro Nacional em novembro, outras companhias controladas pela União também podem exigir aportes públicos em breve. O documento cita a Infraero, a Casa da Moeda, a Eletronuclear e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea).
Situação das estatais
Das estatais citadas no relatório, os Correios são o principal foco de preocupação. Entre janeiro e setembro, a estatal registrou prejuízo de R$ 6,1 bilhões, e pode fechar o ano com déficit de R$ 10 bilhões.
O governo autorizou um empréstimo de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro, para financiar o plano de recuperação. A previsão do atual presidente da companhia, Emmanuel Rondon, é de que a empresa volte ao azul apenas em 2027.
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Já a Infraero, que teve lucro em 2023, encerrou 2024 com um prejuízo de R$ 228 milhões. A receita líquida caiu 71% após a concessão de aeroportos lucrativos à iniciativa privada. Hoje, a estatal administra 35 terminais regionais — além do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro —, e passa por reorganização do plano de negócios.
Outra estatal que vive momento de crise é a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), criada depois da venda da Eletrobras em 2021. A companhia é responsável pela Eletronuclear, que faz a gestão das usinas de Angra 1 e 2, além da obra incompleta de Angra 3 e a usina de Itaipu Binacional.
A Casa da Moeda, responsável pela emissão de cédulas, moedas e passaportes, é outra empresa federal que preocupa o Tesouro. O lucro líquido da companhia caiu 74% de 2023 para 2024, além de resultado operacional negativo.
Por fim, o documento chama a atenção para a situação da Emgea, que apesar de ter apresentado melhoria no último período, teve seus riscos aumentados depois de uma lei aprovada em 2024 permitir que a empresa atue como securitizadora no mercado imobiliário.
Leia também: “A vez da segurança pública”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste





































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