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Economia

Tesla suspende venda na China depois de Pequim reagir às tarifas de Trump

Empresa de Elon Musk nega novos pedidos para modelos que asiáticos importam dos Estados Unidos

Consumidor observa um dos modelos mais vendidos pela Tesla na China: encomendas para importados estão suspensas | Foto: Reprodução/Twitter/X
Consumidor observa um dos modelos mais vendidos pela Tesla na China: encomendas para importados estão suspensas | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Tesla parou de aceitar novos pedidos na China para dois modelos de carro que os asiáticos  importam de uma fábrica nos Estados Unidos. A decisão ocorre logo depois de o governo, sob a liderança de Xi Jinping, impor mais uma série de tarifas sobre importações norte-americanas.

Nesta sexta-feira, 11, o site da Tesla na China removeu o botão de “pedido” do sedã Model S e do utilitário esportivo Model X. Os clientes só têm a opção de comprar esses modelos caso haja estoque disponível. Ou seja, não é possível encomendá-los. A fábrica da empresa em Fremont, na Califórnia, é quem monta os modelos.

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Tesla evita comentar decisão

A China anunciou nesta manhã, pelo horário de Brasília, uma nova reação às tarifas norte-americanas, elevando suas taxas sobre importações dos EUA a 125%. O governo chinês avisou que não vai mais subir essas tarifas e classificou as medidas do governo do presidente Donald Trump como “piada”.

Leia também: “A Tesla e o terror”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 263 da Revista Oeste

A Tesla não explicou por que os clientes não podem mais encomendar esses modelos, mas a mudança ocorreu um dia depois de a China ter aumentado suas tarifas de importação sobre produtos dos EUA para igualar o nível das chamadas “tarifas recíprocas” do presidente Trump, que já chegam a 145% sobre importações chinesas.

A Tesla ainda está vendendo o Model S em algumas cidades chinesas onde mantém estoque. O Model S e o Model X, duas das opções mais caras da empresa, não têm grandes volumes de venda na China. Elon Musk, CEO da Tesla e assessor de Trump, não criticou abertamente a política tarifária do presidente.

O bilionário, contudo, teria feito comentários em defesa da remoção de todas as tarifas. Ele também já teve desentendimentos públicos com Peter Navarro, conselheiro sênior da Casa Branca e um dos arquitetos da política comercial de Trump.

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