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Economia

TCU autoriza BNDES a parcelar dívida de mais de R$ 20 bilhões com Tesouro

Valor que deveria ser pago até novembro deste ano será quitado em 8 parcelas até 2030

Aloizio Mercadante
Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comemorou o acordo e disse que o entendimento do TCU garante o 'resgate histórico' da instituição como um dos 'grandes indutores do desenvolvimento nacional' | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a parcelar em oito vezes, uma dívida de R$ 22,6 bilhões ao Tesouro Nacional, até 2030.

O banco e o Ministério da Fazenda haviam firmado um acordo em outubro. A dívida teria vencimento na quinta-feira 30, mas a instituição solicitou a prorrogação do cronograma, alegando falta de caixa para pagar a parcela.

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou em comunicado que “o entendimento do TCU assegura o resgate histórico do BNDES como um dos grandes indutores do desenvolvimento nacional”.

Pagamento do BNDES

O BNDES informou que pagou regularmente R$ 149 bilhões e liquidou de forma antecipada R$ 544,3 bilhões, totalizando R$ 693,17 bilhões. Os R$ 22,6 bilhões restantes deveriam ser pagos até quinta-feira 30.

O banco afirmou que o pagamento integral poderia colocar em risco o caixa mínimo do BNDES, de R$ 13,9 bilhões. O banco alegou que falta liquidez para pagar a última parcela.

Contudo, a aprovação do TCU diverge do entendimento da área técnica do tribunal, que recomendou aos ministros considerar o novo cronograma inadequado.

BNDES
Com aprovação do TCU, BNDES poderá pagar em oito vezes dívida de R$ 22,6 bilhões com o Tesouro Nacional até 2030 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

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Dívida

No ano passado, ainda no governo Jair Bolsonaro, o BNDES havia acertado com o Ministério da Economia um cronograma de pagamento que previa a quitação da dívida até novembro de 2023.

O acordo foi feito após o TCU ter determinado a aceleração dos pagamentos.

De 2008 a 2014, o BNDES recebeu R$ 440,8 bilhões em títulos públicos e instrumentos híbridos de dívida e de capital.

Os recursos reforçaram o capital da instituição financeira para ampliar os empréstimos a empresas, principalmente no antigo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que envolvia linhas especiais de crédito para financiar a compra de máquinas e de equipamentos por empresas e investimentos em pesquisa e inovação.

+ Leia também: BNDES acerta com Fazenda para parcelar dívida bilionária até 2030

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