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Economia

Tarifaço: Argentina ganha menor alíquota dos EUA; e Brasil, a maior

As tarifas adicionais são de 50% para produtos brasileiros e 10% para argentinos

Presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Gage Skidmore/Flickr
O presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Gage Skidmore/Flickr

A uma semana de novas tarifas entrarem em vigor nos Estados Unidos, a Casa Branca confirmou que os produtos brasileiros terão sobretaxa máxima. Enquanto isso, a Argentina terá a menor incidência entre os países afetados.

O governo norte-americano fixou em 50% o porcentual para o Brasil. No entanto, determinou 10% para a Argentina, cuja gestão mantém, sob comando de Javier Milei, alinhamento com o presidente norte-americano, Donald Trump.

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Segundo a ordem executiva publicada nesta quinta-feira, 31, mercadorias de parceiros comerciais não listados no Anexo I deverão pagar uma cobrança adicional de 10%, conforme a Ordem Executiva 14.257. A Argentina, não especificada com valor próprio, enquadra-se nesse grupo.

Já o Brasil integra a relação de mais de 70 nações com sobretaxas de 15% a 50%. Fontes do governo argentino informaram ao jornal Clarín que continuam em diálogo para tentar ampliar ainda mais as vantagens comerciais.

Cidadãos da Argentina podem ter isenção de visto dos EUA

Nesta semana, a Casa Rosada recebeu Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que firmou dois acordos com a Argentina. O primeiro é na área de segurança. O outro trata da adesão ao programa de isenção de vistos para entrada nos EUA.

Além da queda na inflação e acordo tarifário favorável com os EUA, Javier Milei pode comemorar uma das menores taxas de pobreza os últimos anos na Argentina | Foto: Reprodução/Twitter/X
Além da queda na inflação e do acordo tarifário favorável com os EUA, Javier Milei pode
comemorar a menor taxa de pobreza dos últimos sete anos | Foto: Reprodução/X

A implementação do programa de isenção, contudo, depende de ajustes entre os governos e pode levar tempo para vigorar.

Em 2024, os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações argentinas, totalizando US$ 6,4 bilhões. No mesmo período, produtos norte-americanos ocuparam a terceira posição entre as importações argentinas, com US$ 6,2 bilhões, atrás apenas de Brasil e China.

Leia também: “O milagre argentino“, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 279 da Revista Oeste

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