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Economia

Setor público tem déficit de R$ 17,5 bi em setembro

O valor representa o maior resultado negativo para o mês desde 2023, quando o saldo foi de R$ 18 bilhões

O resultado reflete que as despesas superaram as receitas no período | Foto: iStock/Andrzej Rostek

O setor público consolidado — que reúne União, Estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 17,5 bilhões em setembro, o maior resultado negativo para o mês desde 2023, quando o saldo foi de R$ 18 bilhões.

Os dados constam no relatório Estatísticas Fiscais, divulgado nesta sexta-feira, 31, pelo Banco Central.

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O resultado reflete que as despesas superaram as receitas no período. O governo central (formado por governo federal e Banco Central) teve déficit de R$ 14,9 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram saldo negativo de R$ 3,5 bilhões. As estatais tiveram superavit de R$ 1 bilhão.

No acumulado de 12 meses até setembro, o setor público apresentou déficit primário de R$ 33,2 bilhões, equivalente a 0,27% do Produto Interno Bruto (PIB).

O que contribuiu para o déficit do setor público?

Déficit Público Brasil
Aumento de despesas contribui para o déficit do setor público | Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

O gasto com juros da dívida pública chegou a R$ 84,7 bilhões em setembro — quase o dobro dos R$ 46,4 bilhões de um ano antes. No acumulado de 12 meses, as despesas somam R$ 984,4 bilhões, ou 7,89% do PIB.

Com isso, o resultado nominal — que inclui os juros da dívida — ficou negativo em R$ 101,2 bilhões no mês e em pouco mais de R$ 1 trilhão (8,16% do PIB) nos 12 meses encerrados em setembro.

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O resultado primário mostra o saldo das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida. Quando há superavit, as receitas cobrem as despesas e investimentos; o déficit revela que o governo precisou se endividar mesmo antes de pagar os juros.

Dívida bruta

A dívida bruta do governo geral subiu para 78,1% do PIB em setembro, uma alta de 0,6 ponto porcentual em relação a agosto.

Segundo o Banco Central, o aumento foi puxado principalmente pelos juros acumulados no período e pela emissão de novos títulos públicos, fatores que elevaram o endividamento, mesmo com a leve valorização do real e o com a ajuda do crescimento nominal da economia para conter parte da alta.

No acumulado do ano, a dívida bruta cresceu 1,6 ponto porcentual e chegou a R$ 9,7 trilhões. O cálculo leva em conta o governo federal, o INSS e as administrações estaduais e municipais.

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