publicidade
Economia

Selic a ser definida pelo Banco Central nesta semana pode ser a mais alta em 19 anos

Copom se reúne nesta terça-feira, 6, para definir taxa de juros; expectativa do mercado é de aumento de 0,5 ponto porcentual

Juros taxa selic
Ciclo de alta da Selic começou em setembro de 2024 | Foto: Reprodução/Freepik

O Comitê de Política Monetária (Copom), formado por diretores do Banco Central, se reúne nesta terça-feira, 6, para definir a nova taxa básica de juros, a Selic. O mercado financeiro espera um aumento de 0,5 ponto porcentual, o que elevaria a taxa para 14,75% ao ano. Se confirmado, esse será o sexto aumento consecutivo, atingindo o maior nível desde julho de 2006.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

Na última reunião, o Copom elevou a Selic de 13,25% para 14,25% e sinalizou um aumento de menor magnitude no futuro. Os aumentos sucessivos dos juros vêm ocorrendo desde o fim do ano passado, em razão da disparada da inflação.

O aumento de preços se deu, principalmente, em razão da falta de política fiscal consistente e excesso de gastos do governo Lula. A expectativa é que novos comunicados do Copom esclareçam se o ciclo de alta vai continuar ou se chegou ao fim.

Atualmente a inflação oficial (IPCA) de 12 meses está em 5,48%. A prévia do mês de abril (IPCA-15) foi de 5,49%, acima do teto da meta, de 4,5%, e distante da meta de 3% ao ano.

Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, elaborado a partir da expectativa de analistas de mercado, indicou, pela primeira vez em 16 semanas, a redução da projeção da Selic para 2025, de 15% para 14,75%.

Projeções

Ao portal R7, Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, sugere que a Selic pode subir até 0,75 ponto porcentual, com possibilidade de aumento menor de 0,5 ponto. Economistas do C6 Bank estimam um aumento de 0,5 ponto porcentual na reunião de maio.

O relatório do Itaú mantém a previsão de encerramento do ciclo de política monetária em 15,25% ao ano na reunião de junho, permanecendo assim até o final do ano. “Esperamos duas altas de 0,5 ponto porcentual nas próximas duas reuniões, mas com menor convicção sobre a segunda – cuja implementação depende da evolução do cenário internacional e seu impacto sobre a taxa de câmbio e os preços de commodities”, conclui o relatório.

A taxa Selic

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros altos encarecem o crédito, desestimulando produção e consumo, mas dificultam o crescimento econômico. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações em títulos públicos federais.

O ciclo de alta da Selic começou em setembro do ano passado. Em novembro, a taxa subiu para 11,25%, e em dezembro, para 12,25% ao ano. Em janeiro, chegou a 13,25%, e em março, atingiu 14,25%.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. JORGE LUIS
    JORGE LUIS

    É como já disse o Adalberto Piotto, Sobe agora mas no ano quem vem, ano de eleições, ele faz o jogo do governo, vai abaixando, para os trouxas terem narrativas para os idiotas embarcarem, idiotas não tão idiotas assim.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade