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Economia

Saiba o que é a Reag e qual sua relação com a fraude do Banco Master

Nesta quinta-feira, 15, o Banco Central ordenou a liquidação da gestora, investigada por fraudes financeiras ligadas ao PCC e à instituição de Daniel Vorcaro

João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos
João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos | Foto: Divulgação/Reag

O Banco Central determinou nesta quinta-feira, 15, a liquidação extrajudicial da gestora de recursos Reag, apontada como elemento-chave para desvendar o esquema fraudulento atribuído ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcardo.

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Investigações da Polícia Federal, entre elas as operações Compliance Zero, focada em fundos de investimento ligados ao Master, e Carbono Oculto, voltada para as conexões econômicas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), inclusive no segmento de combustíveis, detalham a atuação da Reag.

João Carlos Mansur, fundador da gestão de investimentos e figura conhecida no meio esportivo, foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira, 14. Segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o executivo está fora do Brasil.

Reag e seu papel no mercado financeiro

Liquidação extrajudicial da Reag foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro | Foto: Divulgação/Reag
Liquidação extrajudicial da Reag ocorreu nesta quinta-feira, 15 de janeiro | Foto: Divulgação/Reag

Conforme a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a Reag ocupa a oitava posição entre as maiores gestora de investimentos do Brasil. Atualmente, ela administra R$ 325 bilhões.

A empresa passou a negociar ações na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, em janeiro deste ano, depois de adquirir o controle da Getninjas, seguindo um processo conhecido como IPO reverso. Nele, companhias que desejam acessar o mercado de capitais incorporam outras já listadas.

Com a intensificação das apurações sobre o PCC e o Master, a Reag passou a ser objeto de interesse não apenas de investidores, mas também de autoridades policiais e do Ministério Público.

Conforme investigação do Ministério Público Federal, o Banco Master liberava créditos a empresas que não quitavam as dívidas, fato que gerava receitas meramente contábeis. Em questão de minutos, tais valores eram transferidos quase integralmente para fundos sob gestão da Reag, de modo a criar uma rentabilidade fictícia.

Leia mais: “Inspeção Master”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 304 da Revista Oeste

Esses fundos eram lastreados em ativos de baixo valor e, a cada novo aporte, passavam por reavaliações que resultavam em registros artificiais de lucros. Ao final, os recursos eram revertidos ao próprio Banco Master por meio da compra de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), principal instrumento de captação da instituição.

Investigações e desdobramentos policiais

A Polícia Federal também incluiu a Reag na Operação Carbono Oculto, deflagrada em setembro do ano passado. O objetivo é investigar esquemas de lavagem de dinheiro que supostamente têm relação com a facção criminosa PCC.

Pelo menos três fundos administrados pela gestora, entre eles Hans 95, Reag Growth e Anna FIC, estão sob investigação. Eles também realizaram transferências rápidas envolvendo o Master.

Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 301 da Revista Oeste

Em resposta às acusações, a Reag negou qualquer envolvimento irregular. A empresa ressaltou que “não consta de nenhum documento oficial, de nenhuma denúncia, relatório de análise ou manifestação das autoridades competentes”.

3 comentários
  1. Antonio Da Silva
    Antonio Da Silva

    Vc acha mesmo que a elite era contra o bolsonarismo? Que ele realmente enfrentaria essa corrupção? E então, a elite burra, aliás, um preso pastor foi o maior doador das campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio. Ele estava apostando contra ele? Ora, bolsonarismo sempre foi desse esquema. O bolsonarismo é o retrato da corrupção brasileira. É o retrato da família política que só está lá para roubar o erário. Larga a mão de ser bocó.

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    A elite corrupta e “antiga “ bostileira…fez de tudo para eliminar o evento Bolsonaro.

    Não queriam mudanças na forma como faziam a dilapidação do dinheiro público, da divisão do confisco fiscal que assola nossa produtividade, mas enche os bolsos desses empresários e funcionários públicos…há 35 anos …desde 1990..esse ACORDÃO…o teatro das tesouras…fez o primeiro bilionário…os Collor, depois o filhote de FHC, agora o lulinha….e junto um monte de agentes públicos e políticos, pois precisa saber dividir é!?

    Nossa elite bandidas…
    Aliou-se a facçôes PCC, CV.
    Aliou-se a notórios corruptos e mafiosos do colarinho branco que fazem inveja aos faccionados dos morros cariocas.
    Essa elite agora entrou numa “sinuca de bico”…os bandidagem sentiram o gostinho e a facilidade de entrar nessa porcada nojenta que assola o BOSTIL desde 1898.

    1. Antonio Da Silva
      Antonio Da Silva

      Bandido preso foi o maior doador das campanhas de bolsonaro e do Tarcísio. E vc acha mesmo, na sua inocência, que essa elite corrupta é contra o bolsonarismo? 🤣🤣🤣🤣🤣🤣

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