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Economia

Mesmo com queda na projeção, safra de grãos ainda será recorde

Previsão caiu 0,4% com relação a abril, mas área colhida deve ser de 64,5 milhões de hectares, ficando 3,6% acima de 2019.

Safra de grãos em 2020
Foto: jestermarco/Pixabay

Previsão caiu 0,4% com relação a abril, mas área colhida deve ser de 64,5 milhões de hectares, ficando 3,6% acima de 2019

Campo de soja: safra 2019/2020 será recorde, segundo Conab |
Foto: jestermarco/Pixabay

“O mundo vai continuar a demandar alimentos”. A frase do do Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, resume as perspectiva da safra de grãos para 2019/2020. Ainda que com queda na projeção da produção, a safra deste ano será maior que a de 2018/2019.

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Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), problemas climáticos enfrentados pelos produtores de soja e milho na região Sul do País impediram uma safra melhor e a previsão caiu 0,4% com relação a abril. Apesar da diminuição, a expectativa é de que a safra seja recorde, 3,6% maior que a anterior, com a colheita de 250,9 milhões de toneladas.

Na comparação com o levantamento de abril, a Conab reduziu a expectativa da safra de soja em 1,4%, mas o levantamento mostra uma produção estimada em 120,3 milhões de toneladas, um aumento de 4,6% em relação à da safra 2018/2019, e que deve ser recorde.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), a alta do dólar fez aumentar a competitividade da soja brasileira. “Há, inclusive, perspectivas de que as vendas dos produtos do complexo da soja superem os valores dos embarques de 2019, conforme último relatório do USDA [Departamento de Agricultura dos Estados Unidos]”, aponta artigo da pesquisadora da área de macroeconomia do Cepea, Andreia de Oliveira Adami.

Celeiro mundial

A possível crise de abastecimento trazida pela pandemia de coronavírus trouxe uma oportunidade para o agronegócio brasileiro. O País é visto como celeiro do mundo e, ainda de acordo com dados do Cepea, 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional vêm desse tipo de commodity. A depreciação do Real frente ao dólar permite ao que se aumentem as exportações, o que permitiria a geração de superávit comercial no setor.

O grande gargalo a ser enfrentado no momento é o logístico. Escoar a produção de forma eficaz e a custos que não corroam a vantagem competitiva do País, além de manter o crédito para os agricultores e a manutenção de portos abertos e dentro das leita sanitárias globais são desafios que o Brasil terá de enfrentar para ganhar no agronegócio um fôlego a mais para sair da crise gerada pela covid-19.

 

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