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Economia

Roberto Motta: ‘A inflação é mecanismo para a exploração da sociedade’

O tema pauta o artigo do colunista publicado na Edição 266 da Revista Oeste

Para Roberto Motta, alguns temas fundamentais, como a inflação, estão restritos a um pequeno círculo de pessoas | Foto: Reprodução/Freepik
Para Roberto Motta, alguns temas fundamentais, como a inflação, estão restritos a um pequeno círculo de pessoas | Foto: Reprodução/Freepik

Em artigo publicado na Edição 266 da Revista Oeste, o colunista Roberto Motta mostra como os políticos usam a inflação para “explorar economicamente a sociedade”.

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O articulista afirma que a economia não é um assunto fácil. Com isso, a discussão sobre temas fundamentais ao bem-estar econômico fica restrita a um pequeno círculo de estudiosos.

Decisões que fazem piorar a inflação

Para Motta, a maior parte dos políticos está fora desse círculo. “Isso os leva, frequentemente, a tomar decisões bem-intencionadas, mas com resultados desastrosos”, afirma.

As previsões cambiais, por sua vez, mostram que o dólar deve encerrar 2025 a quase R$ 5,92 | Foto: Rawpixel.com/Freepik
Roberto Motta afirma que a economia não é um assunto fácil | Foto: Rawpixel.com/Freepik

Em contrapartida, quando a intenção dos políticos é ruim, eles encontram uma série de mecanismos de difícil compreensão pelo público em geral. De acordo com Motta, a inflação é um desses mecanismos usados para a exploração política e econômica da sociedade.

Leia um trecho do artigo “O consenso inflacionário: por que o dinheiro sempre se desvaloriza?” 

É um mecanismo sofisticado, protegido por uma enorme burocracia, uma linguagem técnica e um arcabouço jurídico impenetráveis aos leigos. É quase impossível para o cidadão comum compreender o que se passa.

Mas fica ainda pior. A hegemonia da discussão sobre moeda foi conquistada por uma escola doutrinária — os keynesianos — que conseguiu convencer a mídia e os políticos de que inflação não só é um fenômeno inevitável como é também uma coisa boa. 

Essa escola de pensamento econômico argumenta que alguma inflação — aumento da quantidade de moeda com a consequente perda do valor de compra do dinheiro — é sempre necessária para que a economia se movimente, produza e gere empregos. 

Antes de tudo, essa é uma doutrina conveniente para o sistema político dominante no qual o Estado monopoliza a emissão de moeda por meio de um Banco Central e usa essa emissão para financiar gastos e déficits sempre crescentes. Mas não há nada de natural ou necessário em um processo permanente de aumento da quantidade e de redução do valor do dinheiro. Uma moeda estável não é prejudicial à economia, muito menos uma moeda que, eventualmente, aumente de valor com o passar do tempo.

A consequência principal desse pensamento pró-inflação é criar uma excelente justificativa para aquilo que o Estado faz de pior: cobrar um imposto brutal, universal e invisível por meio da perda de valor da moeda. O Estado faz enorme esforço para vestir essa espoliação com roupas científicas e morais. Os bancos centrais estabelecem metas de inflação.

Por exemplo, para o ano de 2025 a meta de inflação do Brasil é de 4,5%. É lógico que a calibragem dessas metas é feita com uso de “índices de inflação” que apenas tentam, de forma extremamente imperfeita, capturar a variação de preços de uma cesta de produtos criada por burocratas. Como já vimos, isso não é inflação. O aumento dos preços é consequência da inflação. Inflação é o aumento da quantidade de dinheiro em circulação.

O artigo “O consenso inflacionário: por que o dinheiro sempre se desvaloriza?” está disponível aos mais de 100 mil assinantes da Revista Oeste

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A Edição 266 da Revista Oeste vai além do texto de Roberto Motta. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J.R. Guzzo, Tiago Pavinatto, Alexandre Garcia, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Silvio Navarro, Uiliam Grizafis, Sarah Peres, Carlo Cauti, Rachel Díaz, Anderson Scardoelli, Adalberto Piotto, Ubiratan Jorge Iorio, Dagomir Marquezi, Tom Slater e Daniela Giorno.

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