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Economia

Roberto Campos Neto: 'Queda da inflação fica mais lenta'

Ele falou sobre o assunto na abertura da Conferência Anual do Banco Central do Brasil

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto | Foto: José Dias/PR

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a queda da inflação começou a ficar mais lenta no Brasil e nos outros países. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 17.

“Como temos argumentado, o processo de desinflação deve continuar, porém, de forma não linear”, afirmou, durante a abertura da Conferência Anual do Banco Central do Brasil. Campos Neto relacionou a desaceleração da queda dos preços “à difusão da inflação entre setores e pressões subjacentes ainda fortes e componentes mais rígidos como serviços”.

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Restrições médicas o obrigaram a participar de forma virtual do evento. “Queria começar me desculpando por não estar com vocês”, disse. “Tive uma pequena crise de labirintite e estou fazendo a videoconferência de casa.”

Campos Neto e o início da inflação atual

Ele lembrou que o início da pandemia, em 2020, foi um período marcado por grandes incertezas e instabilidade dos mercados. De acordo com o economista, o trabalho coordenado de governos e bancos centrais reduziu os impactos. “A grande depressão prevista se tornou uma recessão moderada”, afirmou.

“Como consequência dos programas econômicos de transferência de renda e os globais de restrição de mobilidade, houve a redução do consumo de serviços e o aumento do consumo de bens”, disse. Na esteira desse processo, explicou ele, a demanda por energia subiu em nível desproporcional ao da oferta. Como resultado, houve “o início de uma pressão inflacionária em nível global”, comentou.

Segundo o economista, os bancos centrais ao redor do mundo estimavam que esse processo seria temporário. No Brasil, contudo, a análise da autoridade monetária foi diferente. “Enquanto alguns viam a inflação como um evento transitório decorrente de restrições de ofertas temporárias, nós víamos o processo inflacionário como um evento mais persistente, com importante componente de demanda”, destacou.

Com essa percepção, o Banco Central brasileiro foi o primeiro a adotar as medidas de aperto monetário, como o aumento dos juros, para conter a elevação do custo de vida. Por esse motivo, o processo inflacionário local começou “a diminuir relativamente mais cedo, em comparação a outros países em desenvolvimento”.

4 comentários
  1. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    Ótimo trabalho! Continua assim, Campos Neto.

  2. Christian
    Christian

    Segure Firme Campos Neto. Você é a única pessoa com um olho no meio de tantos cegos.

  3. MNJM
    MNJM

    Continue firme e ignore os ataques do desqualificado q ocupa a PR. Governo sem projeto p o país, apenas gastança e emprego a companheirada gde parte corrupta.

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