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Economia

Real é a moeda com a 2ª maior valorização ante o dólar em 2022

Peso argentino aparece na lista com a desvalorização mais intensa

dinheiro esquecido
Não existe limite de valor a ser recebido | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em 2022, o real foi a segunda moeda com a maior valorização ante o dólar no mundo. Ao todo, o ganho já chegou a 5,69%, até a quarta-feira 19.

De acordo com o jornal Valor Econômico, apenas o rublo, da Rússia, conseguiu ser mais valorizado que o real em relação ao dólar. O aumento fechou em 20,57%, até a quinta-feira 20. Os motivos, entretanto, são diferentes.

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Mérito da equipe econômica

Atualmente, o Brasil é um dos únicos países do mundo que têm deflação, informa Hugo Garbe, economista-chefe da G11 Finance e professor do curso de economia e finanças da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “De modo geral, essa melhora de valor do real ante o dólar é resultado do bom trabalho que o Ministério da Economia e o Banco Central vêm fazendo nos últimos anos”, afirmou.

“O país tem gerado emprego e renda, e a curva de juros está caindo”, disse o economista. “O que causa a variação do real perante o dólar é o estoque da moeda norte-americana que existe no país.”

Garbe explica que a economia brasileira está atraindo os investimentos estrangeiros. A situação é diferente da russa. “O rublo está valorizado, mas a apreciação é artificial”, afirmou. “A invasão à Ucrânia tem um impacto brutal para a economia russa, com as sanções aplicadas em razão do conflito. O governo russo está limitando a saída de dólar do país, gerando a valorização artificial do rublo.”

O levantamento

Apenas outras duas moedas conseguiram ganhos sobre o dinheiro dos norte-americanos. São elas: peso mexicano (1,9%) e sol peruano (0,07%).

O levantamento leva em consideração uma cesta com as 33 principais moedas em curso ao redor do planeta, ou seja, 28 cédulas se desvalorizaram. A lista vai do dólar de Cingapura (-5,36%) ao peso argentino (-32,95%) — com o pior resultado no ranking.

A moeda chinesa também entra na listagem da desvalorização, com perdas de 12,18%. É mais, por exemplo, que a retração das moedas da Indonésia (-8,49%) e da Índia (-10,24%). Outro destaque da Ásia é o iene japonês, que teve queda de 23,27%. A cotação está em 150 ienes para US$ 1, a menor em 32 anos.

Na Europa, o franco suíço conseguiu o segundo melhor resultado: 9,31%. A terceira posição ficou com a coroa tcheca: -12,54%. O euro e a libra, do Reino Unido, figuram com quedas de 14,06% e 17,03%.

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