Em meio à disputa econômica entre Estados Unidos e China, um brasileiro chamou atenção ao aparecer na seleta comitiva empresarial que acompanha o presidente Donald Trump em sua visita oficial a Pequim nesta semana.
Trata-se de Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo e protagonista na corrida global por inteligência artificial, chips e telecomunicações.
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Trump: posição estratégica
Nascido em São Paulo e formado em engenharia elétrica pela Unicamp, Amon, segundo o site InfoMoney, construiu carreira no setor de tecnologia até assumir o comando da gigante americana em 2021. Desde então, passou a ocupar posição estratégica em um dos segmentos mais sensíveis da disputa entre Washington e Pequim.
A presença do brasileiro na viagem não é considerada mero detalhe. A Qualcomm atua diretamente em áreas que se tornaram prioridade para os Estados Unidos, como desenvolvimento de chips avançados, infraestrutura 5G e sistemas de inteligência artificial.
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A visita de Trump à China acontece em um momento delicado da relação entre as duas potências. Desde o retorno do republicano à Casa Branca, em 2025, o governo americano intensificou medidas para reduzir a dependência industrial chinesa e ampliar restrições sobre tecnologias consideradas estratégicas.
Além de encontros diplomáticos com o presidente Xi Jinping, Trump levou empresários de grandes companhias americanas para reuniões voltadas a comércio, investimentos e tecnologia. Entre os setores envolvidos estão inteligência artificial, defesa, energia e produção industrial.
A participação de Cristiano Amon na delegação reforça o peso crescente de executivos brasileiros em posições de influência dentro das maiores empresas dos Estados Unidos — especialmente em áreas diretamente ligadas à geopolítica global.
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