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Economia

Boletim Focus: projeção da inflação para 2026 sobe pela 4ª semana seguida

Relatório do Banco Central mostra avanço contínuo do índice oficial de preços, com revisão para 4,36%

Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília, em alusão à nota sobre o déficit do setor público
Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O mercado financeiro elevou pela quarta semana consecutiva a projeção para a inflação do país em 2026. Dados do Boletim Focus, do Banco Central (BC), mostram que a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,31% para 4,36%.

O movimento confirma uma sequência de revisões para cima nas expectativas inflacionárias — há quatro semanas, a projeção estava em 3,91%.  

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No curto prazo, os dados também mostram avanço. A projeção do IPCA para março passou de 0,46% para 0,55%. Para abril, subiu de 0,46% para 0,48%. Já a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,09%.

As projeções do BC para 2027 registraram novo aumento e chegaram a 3,85%, que mantém a tendência de alta pela segunda semana seguida.

Para 2028, o movimento também foi de elevação, com a estimativa a atingir 3,60% e acumular três semanas consecutivas de avanço. Já para 2029, o mercado manteve a previsão em 3,50%, nível que permanece inalterado há 31 semanas.

Enquanto a inflação sobe, as estimativas para o crescimento da economia permanecem estáveis. O mercado manteve a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,85% para 2026.

Para os anos seguintes, as expectativas também não sofreram alterações relevantes, e o relatório indica crescimento de 1,80%, em 2027, e de 2% em 2028 e 2029.

Já a taxa básica de juros segue em patamar elevado nas projeções do mercado. A expectativa para a Selic em 2026 permaneceu em 12,50% ao ano. Para 2027, a estimativa ficou em 10,50%, enquanto os anos seguintes indicam recuo gradual, com previsão de 10%, em 2028, e 9,75% em 2029.

BC mantém projeções para contas externas

O câmbio permaneceu estável nas projeções do BC. O mercado manteve a estimativa do dólar em R$ 5,40 para 2026.

Já a expectativa para o saldo em conta-corrente ficou em US$ 65 bilhões negativos, enquanto a balança comercial manteve previsão de superávit em US$ 70 bilhões.

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O investimento direto no país segue estimado em US$ 75 bilhões para este ano, sem alteração em relação às semanas anteriores.

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