O preço do ovo disparou na primeira quinzena de janeiro e registrou altas expressivas em todo o país.
Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apenas entre 7 e 14 de janeiro, a valorização da proteína chegou a quase 60%.
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De acordo com o Cepea, a retomada do consumo no varejo depois das festas de fim de ano contribuiu para melhorar o ritmo das vendas e sustentar as cotações.
Mesmo com a forte reação recente, as médias de janeiro ainda permanecem abaixo das registradas em dezembro e também inferiores às observadas no mesmo período de 2025.
O movimento de alta do ovo reflete uma combinação de fatores: o encarecimento dos principais insumos usados na avicultura — como milho e farelo de soja —, custos maiores de energia e logística, além da sensibilidade do setor a mudanças bruscas na oferta e na demanda.
Diferente do ovo, preço do frango no mercado interno segue em baixa
No mercado doméstico, os preços da maioria dos cortes de frango estão em queda. Segundo o Cepea, o comportamento do preço de mercado da proteína segue o padrão tradicional do mês de janeiro, período marcado por consumo mais fraco depois dos gastos com o fim de ano.
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As exportações de carne de frango foram beneficiadas pelo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O tratado prevê uma cota de 180 mil toneladas de frango brasileiro isento de tarifa, volume que supera em 12 vezes o de exportações atualmente praticado.
Mesmo antes do novo tratado, a União Europeia já figurava entre os principais destinos do frango brasileiro. Em 2025, o bloco ocupou a oitava posição no ranking, com embarques próximos de 230 mil toneladas.
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