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Economia

Preço do petróleo dispara com escalada militar no Oriente Médio

Brent sobe até 13% nas primeiras negociações; analistas alertam para barril a US$ 100

O preço do petróleo é um dos principais indicadores econômicos | Foto: Shutterstock
O preço do petróleo é um dos principais indicadores econômicos | Foto: Shutterstock

Os preços globais do petróleo avançaram com força em meio aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e a escalada militar no Oriente Médio. Segundo a agência Reuters, o Brent, referência internacional, subiu 10% no mercado de balcão no domingo, 1º, para cerca de US$ 80 por barril.

Já a CNN informou que, nas primeiras negociações de futuros no domingo à noite, o Brent chegou a avançar mais de 12% e atingir cerca de US$ 82, antes de recuar para abaixo de US$ 80. Na sexta-feira, 27, havia fechado pouco acima de US$ 73.

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O petróleo negociado nos EUA também registrou alta. De acordo com a CNN, o barril subiu 8%, para aproximadamente US$ 72 na abertura dos contratos futuros. Enquanto isso, os futuros dos principais índices de ações em Nova York recuaram cerca de 1%, ao passo que papéis de empresas de energia avançaram em torno de 2%.

Analistas ouvidos por diferentes veículos projetam novas altas caso o conflito se prolongue ou afete a oferta global. Ajay Parmar, diretor de energia e refino dos Serviços Independentes de Inteligência de Commodities, disse à Reuters que “o fator-chave é o fechamento do Estreito de Ormuz” e afirmou que espera que os preços abram “muito próximos de US$ 100 por barril” se houver interrupção prolongada na rota.

O estreito de Ormuz visto do espaço
O Estreito de Ormuz visto do espaço | Foto: Divulgação/Nasa

Estreito de Ormuz concentra 20% do petróleo mundial

O foco do mercado recai sobre o Estreito de Ormuz, uma faixa estreita de mar ao sul do Irã que liga o Golfo Pérsico ao mar aberto. Segundo a Reuters e a BBC, mais de 20% do petróleo global passa diariamente pelo local. Cerca de 20 milhões de barris transitam pelo estreito todos os dias.

O Irã advertiu navios a não transitarem pela área. A Reuters relatou que a maioria dos proprietários de petroleiros, grandes empresas de petróleo e tradings suspendeu embarques de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo estreito depois dos alertas de Teerã.

A BBC informou que ao menos três embarcações foram alvo de ataques ou tiveram explosões próximas, segundo o Centro Britânico de Operações Comerciais Marítimas, e que cerca de 150 navios lançaram âncora em águas abertas à espera de condições mais seguras.

O The Guardian informou que o bloqueio efetivo da rota provocou a paralisação de parte das operações portuárias na região. A Maersk, uma das maiores operadoras de transporte marítimo em contêineres, anunciou a suspensão de viagens pela região e redirecionou seus navios.

Mesmo com rotas alternativas, o fechamento do Estreito de Ormuz poderia retirar entre 8 milhões e 10 milhões de barris diários da oferta global, segundo o economista Jorge Leon, citado pela Reuters.

Leia também: “Pessimismo econômico”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 207 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Kkkkkk sempre a mesma estorinha…..especulação pura!
    Tem poder de destruição na área capaz de identificar e obliterar qualquer vetor lançador e ou já lançado!
    Numa circunferência de 1.000 km ou mais.
    Eles não tem mais mísseis ou lançadores….90% ou mais destruídos.
    A guerra agora é na terra….cadê o povo iraniano para caçar todos os membros da guarda revolucionária ??
    Todos sabem quem são!
    Aaahhh e não se esqueçam de liquidar todos os parentes deles tá?!
    Pois fizeram o mesmo há 40 anos.
    Sem anistia para assassinos!

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