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Economia

Preço do café da manhã varia até 540% em São Paulo

Levantamento do Procon revela disparidades nos preços dos itens em padarias da capital paulista e cidades do interior do Estado

Café da manhã está até 540% mais caro em São Paulo
O café coado no copo chegou a registrar 151% de variação entre cidades | Foto: Reprodução

O custo de um café da manhã em padarias de São Paulo pode variar significativamente conforme a cidade, revela análise recente do Serviço de Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP). O levantamento, feito de 23 a 26 de setembro, abrangeu a capital paulista e outros dez municípios do Estado e mostra diferenças expressivas nos preços de itens tradicionais, como café coado e pão de queijo.

Entre as principais discrepâncias, o café coado no copo chegou a registrar 151% de variação entre cidades, custando R$ 3,83 em Presidente Prudente e R$ 9,61 na capital. O pão de queijo também apresentou diferença significativa: em São Paulo, o valor médio ficou em R$ 9,44, enquanto em Presidente Prudente era de R$ 4,33, equivalente a 118% de oscilação.

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A pesquisa, realizada em referência ao Dia Mundial do Pão, comemorado no último dia 16, busca orientar o consumidor sobre o impacto do preço, do peso e da qualidade dos alimentos servidos em padarias. Os dados mostram que é essencial comparar valores antes de comprar produtos como pães e bebidas matinais.

Café na xícara
O café é uma das paixões do brasileiro | Foto: Divulgação/Pxhere

Na capital paulista, agentes do Procon-SP visitaram 50 padarias distribuídas por todas as regiões. O pão brioche foi o campeão de variação, ao chegar a 49% entre diferentes áreas, indo de R$ 12,40 na zona oeste a R$ 18,43 na zona norte. Já o pão francês por quilo teve a menor diferença, de apenas 4,55%.

Entre as bebidas, o café coado no copo variou quase 40% em São Paulo. O combo pão com manteiga na chapa mais café coado, quando comparado entre estabelecimentos, revelou diferença de 27%. Em relação ao levantamento de 2024, o combo bauru com suco de laranja subiu 32%, e o bauru com café expresso pequeno ficou 11% mais barato.

Presidente Prudente destacou-se pelos preços mais baixos em diversos itens, como o café coado, por R$ 3,83, e o pão de queijo, por R$ 4,33. No entanto, a cidade também apresentou variação interna superior a 100% em alguns produtos, evidenciando a necessidade de pesquisa local.

Destaques regionais e contrastes extremos no café da manhã

São José dos Campos registrou o maior contraste em um mesmo item: o pão brioche custava R$ 16 em um local e R$ 2,50 em outro, uma diferença de 540%. Esse dado mostra que a escolha do estabelecimento pode impactar fortemente o valor final do café da manhã.

Em Ribeirão Preto, a variação do café coado no copo alcançou quase 300%, com preços entre R$ 15,99 e R$ 4. Situação parecida foi encontrada em São José do Rio Preto, onde o mesmo café, servido na xícara pequena, variou de R$ 10,90 a R$ 2,75.

Bauru chamou atenção pela diferença de preços em combos: o pão de queijo com café coado teve variação superior a 200%, custando R$ 14 em uma padaria e R$ 4,60 em outra. A pesquisa também monitorou itens típicos de algumas regiões, como o bolo indiano em Sorocaba, com 27% de diferença, e o pão de cará na Baixada Santista, com oscilação de 40%.

Grãos de café, ao lado da bebida pronta
Grãos de café, ao lado da bebida pronta | Foto: Diego Leite/Pixabay

Orientações do Procon-SP para consumidores

O Procon-SP recomenda que consumidores fiquem atentos a preço, validade, peso e ingredientes dos produtos nas padarias. Itens feitos no local e consumidos em até 24 horas não precisam de validade, mas devem informar sobre glúten ou alergênicos. Os preços devem ser visíveis e, em caso de divergência entre gôndola e caixa, vale o menor.

O órgão também esclarece que lojas não podem exigir valor mínimo para compras com cartão, e o pão francês deve ser vendido por peso, conforme portaria do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Reclamações podem ser feitas no site do Procon-SP, enquanto denúncias sanitárias devem ser encaminhadas à Vigilância Sanitária municipal.

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