O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) confirmou nesta sexta-feira, 5, a rejeição da proposta que as companhias aéreas apresentaram para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. A votação ocorreu por meio digital. Segundo a entidade, a posição contrária reflete o descontentamento de pilotos e comissários. Diante do atual quadro de impasse, o SNA admite a possibilidade de convocar uma greve para as próximas semanas.
A paralisação coincidiria, dessa forma, com a alta temporada do turismo brasileiro. Conforme o sindicato, a proposta chegou por meio de ofício do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), que teria encerrado unilateralmente as negociações. A representação das empresas ainda não se manifestou.
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Para sindicato, maior problema é o cansaço
O SNA aponta que o documento não contempla nenhuma cláusula sobre fadiga, o que seria uma prioridade na visão dos tripulantes. A ausência de regras sobre o tema representa um retrocesso, diz o sindicato. O órgão argumenta principalmente que o gerenciamento de fadiga é fundamental para a saúde dos profissionais e para a segurança das operações.
O debate sobre o regulamento desta matéria está em análise na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os sindicalistas reclamam que jornadas longas, repousos curtos e deslocamentos não contabilizados prejudicam o bem-estar dos tripulantes. A falta de avanços em cláusulas sociais, como limite de madrugada, 12 horas de hotel, assim como restrições a folgas de um único dia, reforçaria a insatisfação.
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Outro ponto de destaque na nota que o sindicato emitiu é a ausência de progressos no campo econômico. O SNA afirma que as empresas insistem em limitar o reajuste ao índice do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sem atender outras reivindicações. Para o presidente do sindicato, Tiago Rosa, essa postura é incompatível com o cenário de suposta expansão financeira das companhias.
O SNA ressalta que uma paralisação é sempre o último recurso, mas “lembra que a categoria exige reconhecimento e condições dignas de trabalho”. A nota também manifesta apoio aos aeroviários, que enfrentam dificuldades semelhantes nas negociações com o Snea e estão em estado de greve desde 2 de dezembro.
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