Para chegar à cidade de Marechal Thaumaturgo, no Acre, é necessário ir de avião ou de barco. O município fica na fronteira com a Bolívia e não há estradas que liguem a sede ao restante do Brasil. Mas, mesmo nesse lugar afastado, transferir dinheiro de qualquer parte do país leva poucos segundos, graças ao Pix. Desde que entrou em operação, a ferramenta já movimentou R$ 75 trilhões.
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No último domingo, 16, o Pix completou cinco anos de operação. Naquele dia, foram registradas mais de 155 milhões de transações, somando quase R$ 20 bilhões. As transferências ocorreram em todos os cantos do país. O sistema funciona por meio de uma chave — um código, um identificador individual para sinalizar o destino do dinheiro.
A chave Pix
Enquanto o Brasil abriga cerca de 200 milhões de habitantes, o sistema já contabiliza 900 milhões de chaves ativas no Banco Central. Elas se dividem em quatro tipos: aleatória, CPF, e-mail e número de telefone celular. Cerca de 860 milhões pertencem a pessoas físicas; o restante está em nome de empresas.
O uso abrange transações de diversos valores. Houve, por exemplo, o pagamento de R$ 1,2 bilhão feito por meio de um único Pix, em dezembro de 2022 — a prova de que o método também serve para grandes negócios. Mas a realidade cotidiana é outra: em outubro, o valor médio por operação foi de cerca de R$ 120. No fim das contas, a ferramenta é usada por todos — do bilionário ao camelô.
PIX foi desenvolvido durante Temer e lançado durante Bolsonaro. O desgoverno do PT? Só quer monitorar as chaves e taxar o PIX.