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Economia

Pix de pessoas para empresas avança

Depois dos pequenos comércios e serviços entre 2021 e 2022, as grandes empresas aderiram fortemente à modalidade

Pix avança empresas pessoas
Movimentação de grandes companhias, especialmente no varejo, marcou a chegada da terceira onda | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

A modalidade de pagamento instantâneo Pix tem ganhado cada vez mais espaço como opção de pagamento de contas, produtos e serviços entre os brasileiros.

Segundo dados do Banco Central (BC), transações de pessoas físicas para pessoas jurídicas em setembro somaram 34% do total de operações do Pix. Em dezembro de 2020, as transferências somavam 6%.

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O chefe do departamento de Competição e de Estrutura de Mercado, Angelo Duarte, disse em entrevista ao Valor que o BC observa três ondas de adoção da modalidade.

Leia também: “Pix vai continuar 100% gratuito para pessoa física, diz diretor do BC”

A primeira onda aconteceu nos primeiros meses de 2020. No período do lançamento, as pessoas realizavam transferências gratuitas e instantâneas para amigos e familiares.

Entre 2021 e 2022, a segunda onda foi caracterizada por pequenos comércios e serviços que começaram a aceitar pagamentos via Pix. Um prenúncio da onda que viria.

Recentemente, a movimentação das grandes empresas do varejo e de concessionárias de serviço público marcou a chegada da terceira onda. Duarte avaliou que estas companhias demoraram mais tempo devido à adaptação dos seus sistemas.

Novas modalidades do Pix também impulsionaram o crescimento das transações

Pix avança empresas pessoas
Transações de pessoas físicas para pessoas jurídicas já somam 34% do total de operações da modalidade Pix | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Pix Saque e o Pix Troco estão entre as novas funcionalidades agregadas que influenciaram a expansão dos pagamentos entre pessoas físicas e jurídicas.

De acordo com a economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Izis Ferreira, “novas opções do Pix têm levado muitas pessoas para dentro da loja, o que acaba incentivando a pessoa a frequentar mais a loja, com conversão em venda”.

Um fator que incentiva os lojistas a aderirem à modalidade é a não cobrança de taxas em comparação com as cobranças das maquininhas de cartão. Quando as taxas existem, ainda são muito inferiores em comparação às operações de crédito e débito.

Leia também: “Proteja-se do vírus ‘ladrão de Pix'”

Atualmente, muitos MEIs e/ou comércios e serviços informais não possuem conta jurídica em bancos. Por isso, os 34% de pagamentos de pessoas para empresas podem ser um número ainda menor do que a realidade, uma vez que o BC registra dessa forma apenas transações de CPFs para CNPJs.

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