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Economia

PIB do G20 desacelera no segundo trimestre, segundo OCDE

Com exceção da China, Índia e Estados Unidos, países do grupo apresentaram um desempenho inferior ao crescimento geral

G20 PIB desacelera
FMI considera que o mundo passa por um processo de desaceleração econômica I Foto: Reprodu;áo/Unplash

O Produto Interno Bruto (PIB) dos países do G20 cresceu 0,7% no segundo trimestre de 2024, em comparação com o anterior, informou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), baseada em dados preliminares.

O resultado revela uma ligeira desaceleração, se for levado em conta o avanço de 0,8% nos três primeiros meses do ano, relata a CNN.

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Brasil e Arábia Saudita apresentaram os maiores índices de crescimento do grupo, ambos com uma expansão de 1,4% por cento.

A maior contribuição para o crescimento do PIB do G20 veio de China, Índia e Estados Unidos, segundo a OCDE. Os outros países do grupo apresentaram um desempenho inferior ao crescimento geral, informou a entidade sediada em Paris.

Crescimento com dificuldades

 O crescimento da China, que expandiu 0,7% no segundo trimestre, diante de projeções de evolução de 1,1%, ainda reflete algumas dificuldades de reaquecimento de boa parte da economia mundial. 

A China, por exemplo, ainda se ressente de sequelas da pandemia, quando ocorreram rígidos lockdowns. Além disso, a crise imobiliária, em função do endividamento, ainda repercute no consumo interno e na construção civil.

Os juros em patamares elevados nos Estados Unidos também levaram a diminuição de investimentos internacionais na China.

Estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que o mundo deverá passar por um processo de desaquecimento econômico pelos próximos dois anos.

O órgão financeiro internacional prevê que o crescimento global deve ficar em 3,1% em 2024 e 3,2% em 2025. Já a inflação global deve cair para 5,8% em 2024 e 4,4% em 2025, segundo o FMI.

O crescimento da economia global entre 2000 e 2019 foi de, em média, 3,8% ao ano. O atual processo de desaceleração tem como base as altas taxas de juros para evitar a alta expressiva da inflação no período pós-Covid.

Neste contexto estímulos econômicos foram cortados, em função da pressão dos déficits fiscais e de uma queda na produtividade.

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