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Economia

Petróleo chega a quase US$ 105 com tensão no Estreito de Ormuz

Alta tem impulso na instabilidade entre EUA, Israel e Irã na região do Oriente Médio, responsável por 20% do fornecimento global

A maior parte da produção de petróleo e gás natural no Brasil é proveniente dos reservatórios da camada pré-sal
Plataforma da Petrobras; valor do Brent alcançou US$ 104,97, ou R$ 548,99, às 3h (de Brasília) | Foto: Divulgação/Petrobras

O cenário internacional do petróleo apresenta instabilidade nesta terça-feira, 17, com o barril Brent, referência mundial, perto da casa dos US$ 105. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que começou em 28 de fevereiro, mantém o mercado em alerta.

A continuidade da interrupção no Estreito de Ormuz, responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e gás globais, segue pressionando os preços.

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O valor do Brent alcançou US$ 104,97, ou R$ 548,99, às 3h (de Brasília). Horas depois, o contrato para maio era negociado a US$ 102,30 (R$ 535,03).

O WTI, referência nos EUA, valia US$ 94,95 (R$ 496,59) e apresentava valorização de 2,69%. Os preços permaneceram acima de US$ 100 nas primeiras horas do dia, com mínima de US$ 100,75.

Reação dos mercados globais

Enquanto isso, os mercados acionários da Europa operavam em alta. O índice Euro STOXX 600 subia 0,57%, às 9h15. Frankfurt tinha alta de 0,45%; Londres, de 0,8%; Paris, de 0,81%; Madri, de 1,14%; e Milão, de 1,2%. Em contraste, as bolsas dos EUA indicavam queda antes da abertura: Dow Jones recuava 0,22%; S&P 500, 0,30%; e Nasdaq, 0,39%.

No continente asiático, houve divisão nos resultados. Seul subiu 1,63%; Taiwan, 1,48%; e Hong Kong, 0,13%. Em contrapartida, Tóquio caiu 0,1%; Xangai, 0,85%; e o índice CSI300, que reúne as maiores empresas chinesas, recuou 0,73%. O dólar e os títulos do Tesouro norte-americano permaneceram praticamente estáveis.

Tensões geopolíticas e impacto no petróleo de Ormuz

O Estreito de Ormuz é um local estratégico para a região | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Estreito de Ormuz é um local estratégico para a região | Foto: Reprodução/Redes sociais

As tensões diplomáticas aumentaram depois de líderes da Europa, do Japão e da Austrália recusarem o pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para apoio na escolta de petroleiros em Ormuz.

O regime iraniano declarou que permitirá o tráfego de embarcações não alinhadas aos EUA, mas continuará com os ataques a navios que apoiem o presidente norte-americano, Donald Trump. O campo de gás de Shah, nos Emirados Árabes Unidos, continuou paralisado, enquanto um novo ataque provocou incêndio no Terminal de Fujairah.

Leia também: “A crise do diesel no Rio Grande do Sul”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 313 da Revista Oeste

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