As ações American Depositary Receipt (ADRs) da Petrobras lideraram a valorização entre as maiores petroleiras na Bolsa de Nova York em 2026. Os papéis subiram 76,1% de janeiro até sexta-feira, 24, considerando empresas com valor de mercado acima de US$ 70 bilhões.
O desempenho superou o de concorrentes globais como Equinor, Eni, TotalEnergies e Shell, além de companhias dos Estados Unidos.
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A alta reflete o avanço do preço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent crude saiu de US$ 72,5 antes do conflito no Oriente Médio para mais de US$ 105. A obstrução do Estreito de Ormuz reduziu a oferta e elevou as cotações.
Movimentação da Petrobras também impactou Bolsa brasileira

No Brasil, o movimento também impulsionou a Bolsa. No Ibovespa, as ações ordinárias da Petrobras subiram 59,9% em 2026, e as preferenciais, 52,4%. A Prio avançou 50%. As três lideram os ganhos do índice.
A Petrobras responde por mais de 12% do Ibovespa, que acumula alta de 53,7% no ano — um dos melhores desempenhos globais, atrás apenas de Kospi e Nikkei 225.
A alta do petróleo também reforça as contas públicas. Com maior lucro da Petrobras, o governo tende a arrecadar mais com royalties e dividendos.
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O Ministério da Fazenda elevou a projeção de receitas com exploração de recursos naturais de R$ 160,4 bilhões para R$ 177,1 bilhões em 2026.
A estimativa com dividendos e participações foi mantida em R$ 54,6 bilhões, mas pode subir. No mercado, há expectativa de que o petróleo permaneça em patamar elevado mesmo depois do fim do conflito.
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