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Economia

Petrobras eleva preço do querosene de aviação em mais de 50%

Combustível usado por companhias aéreas encarece custos e impacta tarifas em curto prazo

Petrobras anuncia aumento no combustível
Combustível responde por cerca de 36% dos custos das companhias aéreas | Foto: Flickr/Petrobras

A Petrobras aumentou em 55% o preço do querosene de aviação nesta semana. O reajuste acompanha a alta internacional do petróleo, influenciada pela guerra no Oriente Médio, e passa a valer a partir de 1º de abril.

Conhecido como QAV, o combustível responde por cerca de 36% dos custos das companhias aéreas. Como resultado, o avanço no preço tende a pressionar o valor das passagens.

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Segundo apuração do site Aeroin e informações do Valor Econômico com a holding Abra, o reajuste já entrou no planejamento das empresas. Dados de plataformas de venda mostram aumento médio de 15% nas tarifas em um intervalo de dez dias.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também registrou alta nas passagens. O órgão revelou avanço de 5,94% na primeira quinzena de março, com o maior impacto individual na inflação do período.

A Vibra Energia confirmou que vai repassar o reajuste aplicado pela Petrobras. A empresa atua na distribuição de querosene de aviação nos aeroportos brasileiros.

O diretor da Abra, Manuel Irarrázaval, afirmou que a elevação segue dentro de um padrão esperado. “É um crescimento moderado feito pela Petrobras para o mês de abril.”

Ele também destacou que a variação do valor do combustível afeta diretamente o preço das passagens. Segundo Irarrázaval, cada aumento de US$ 1 no querosene exige reajuste de até 10% nas tarifas para compensar o custo.

O executivo acrescentou que esse mesmo valor representa um acréscimo de US$ 70 milhões mensais para o grupo.

Valor do petróleo oscila com avanço da guerra

Conforme Oeste, o preço do petróleo operava acima de US$ 100 por barril nesta segunda-feira, 30, impulsionado pela escalada da guerra no Oriente Médio e pelos riscos ao fluxo global de energia.

Caso as tensões diminuam, a tendência seria o recuo para uma faixa de US$ 90 por barril. Em um cenário de outra escalada militar, porém, o valor pode alcançar US$ 120.

+ Leia também: “Dario Durigan: Estados caminham para adesão unânime ao subsídio do diesel”

Entre os fatores que pressionam o mercado estão a entrada do grupo terrorista Houthi no conflito. Também pesam as novas ameaças dos Estados Unidos à infraestrutura energética do Irã, caso não haja a liberação do Estreito de Ormuz para a navegação comercial.

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