A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 13, um aumento de R$ 0,38 no preço do litro do diesel A vendido às distribuidoras. O novo valor, que passa a valer a partir deste sábado, 14, eleva o preço médio do combustível para R$ 3,65 por litro. A estatal justifica a medida pela necessidade de ajustar os preços à realidade do mercado internacional, pressionado pela escalada do conflito militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de bombardeios recentes a instalações petrolíferas na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes.
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O ajuste ocorre em um momento de extrema volatilidade no setor energético global. Na última semana, o preço do barril de petróleo Brent saltou de US$ 90 para US$ 120 em virtude do fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano, rota por onde circula 20% do petróleo mundial. Embora as declarações de Donald Trump tenham estabilizado o barril próximo aos US$ 90 nos últimos dias, a Petrobras rompeu um período de mais de 400 dias sem aplicar reajustes positivos para compensar a pressão sobre suas margens de lucro.
Impacto ao consumidor e subvenção federal
Para o motorista que abastece nos postos, a estatal estima que o impacto sobre o diesel B (que contém mistura de biodiesel) seja de R$ 0,32 por litro. A Petrobras ressalta, contudo, que o Governo Federal adotou medidas para mitigar a alta ao consumidor final, zerando as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível. Além disso, o Conselho de Administração da companhia aprovou a adesão a um programa de subvenção econômica, instituído por Medida Provisória, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas do setor.
A combinação do aumento direto com o benefício da subvenção gera um efeito financeiro de R$ 0,70 por litro para o caixa da Petrobras. A companhia defende que a atualização é compatível com seus interesses, lembrando que, mesmo com este acréscimo, o diesel acumula uma redução real de 29,6% desde dezembro de 2022, quando considerada a inflação do período. A assinatura definitiva da adesão ao programa governamental ainda depende da publicação de instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
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