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Economia

Petrobras: dívida volta a subir depois de 2 anos de queda

Endividamento bruto aumentou 8% em 2023, ou R$ 22,3 bilhões, em relação a 2022

Presidente Lula e Jean Paul Prates, presidente da Petrobras. Dívida da estatal volta a subir após dois anos
Presidente Lula e Jean Paul Prates, presidente da Petrobras. Dívida da estatal volta a subir após dois anos

Depois de dois anos de queda, a dívida da Petrobras voltou a subir. Em 2023, o endividamento bruto da estatal foi de R$ 303 bilhões, valor 8% maior do que o do ano anterior. Os dados são do balanço financeiro da petrolífera, elaborado pela Elos Ayta Consultoria.

Leia mais: “Petrobras registra queda de 33% no lucro no primeiro ano de governo Lula”

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Segundo o levantamento, a dívida da Petrobras teve um crescimento de R$ 22,3 bilhões, em valores absolutos.

Ações da Petrobras despencam

As ações da estatal caíram, nesta sexta-feira, 8, depois de o presidente da estatal, Jean Paul Prates, anunciar um corte de dividendos extraordinários. No fim de fevereiro deste ano, Prates afirmou que a Petrobrás seria mais cautelosa quanto à remuneração aos acionistas.

“Os acionistas vão entender”, disse Prates, na ocasião. “Eu seria mais conservador do que agressivo. Estamos no meio dessa grande decisão de nos tornarmos uma empresa de petróleo em transição energética”.

Leia também: “A Petrobrás de Lula é uma empresa em transição de gênero”

Ações da Petrobrás desvalorizaram 10%, depois de divulgação de queda dos lucros no ano passado | Foto: Fernando Brazão/ Agência Brasil

Prates afirmou que a cautela se faz necessária, pois a Petrobrás deve ir ao mercado fazer aquisições para acelerar sua transição energética. Segundo o executivo, a companhia terá metade de sua receita com fontes eólicas, solar e combustíveis renováveis.

Nova forma de pagamento de dividendos

A Petrobrás anunciou que o pagamento de seus dividendos será de R$ 14,2 bilhões, com uma distribuição proposta de R$ 1,09894844 por ação preferencial e ordinária em circulação.

A proposta ainda precisa ser aprovada por Assembleia-Geral Ordinária, prevista para o dia 25 de abril.

Leia mais: “Ações da Petrobrás desvalorizam mais de 10% depois de divulgação de queda dos lucros em 2023”

Segundo a administração da empresa, a distribuição proposta está alinhada à nova Política de Remuneração aos Acionistas, aprovada em 28 de julho de 2023.

A Petrobrás declarou ainda que a aprovação do dividendo é “compatível com a sustentabilidade financeira da companhia e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas”.

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