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Economia

Pedidos de recuperação judicial batem recorde no 1º semestre

Número de casos no período subiu 71% em comparação com o ano passado, segundo o Serasa

As empreasas Odebrecht Engenharia, Dia e Polishop entraram com pedido de recuperação judicial | Foto: Arte/Revista Oeste
As empreasas Odebrecht Engenharia, Dia e Polishop entraram com pedido de recuperação judicial | Foto: Arte/Revista Oeste

No primeiro semestre de 2024, o número de empresas que entraram com pedido de recuperação judicial no Brasil alcançou 1.014, aumento de 71% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Serasa.

Esse número já supera os pedidos feitos em todo o ano de 2022 (891) e 2021 (833), o que indica uma forte aceleração nesse período.

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Entre as empresas que buscaram recuperação judicial estão a Odebrecht Engenharia, Coteminas, Dia e até a Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Figueirense.

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Para o economista-chefe do Serasa, Luiz Rabi, esse aumento é resultado da inadimplência de 73 milhões de consumidores, que eleva o endividamento das empresas. Atualmente, 6,7 milhões de companhias estão devendo no país.

“Talvez a gente ultrapasse o recorde histórico, que foi no auge da recessão em 2016. Naquele ano, foram 1.863 pedidos de recuperação judicial, sendo 923 deles no primeiro semestre”, afirmou Rabi em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

“O primeiro semestre deste ano já bateu o daquele ano”, acrescenta. “Então, é provável que a gente ultrapasse ou fique muito próximo do recorde histórico, em termos anuais.”

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Os setores mais impactados foram comércio (65%), serviços (62%) e indústria (44%). Micros e pequenas empresas tiveram o maior aumento nos pedidos de recuperação judicial, saltando de 376 para 713.

Relembre casos de recuperação judicial no Brasil

Entre os maiores casos de pedidos de recuperação judicial em 2024 até junho estão Odebrecht Engenharia e Construção (R$ 4,7 bilhões), Coteminas (R$ 2 bilhões), Dia (R$ 1,1 bilhão), Subway (R$ 483 milhões) e Polishop (R$ 395 milhões). Juntas, essas dívidas somam R$ 8,7 bilhões.

A Odebrecht Engenharia e Construção buscou a Justiça para evitar a falência e negociar suas dívidas, que chegam a quase R$ 5 bilhões. A decisão foi acordada com os maiores credores e envolve um financiamento de R$ 650 milhões.

Leia também: “Oi anuncia prorrogação dos prazos para a recuperação judicial”

A Coteminas, do empresário Josué Gomes, entrou em recuperação em maio, depois de um vencimento antecipado de debêntures cobrado pelo fundo FIP Odernes. Josué Gomes se afastou da presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para se dedicar à empresa.

A rede de supermercados Dia anunciou recuperação judicial em março, depois de uma reestruturação que envolveu o fechamento de 343 lojas e três armazéns. A empresa vai continuar operando 244 lojas em São Paulo e busca investidores para sua operação no Brasil.

Em março, a rede de lanchonetes Subway, até então gerida pela SouthRock no Brasil, também entrou com o pedido na Justiça. A Zamp, dona do Burger King, que está em processo de compra da Starbucks, do mesmo grupo empresarial, também avalia comprar a operação do Subway no país.

Leia também: “Polishop, Dia, SouthRock: pedidos de recuperação judicial saltam 80% no ano, diz Serasa”

A Polishop, liderada por João Appolinário, entrou com o pedido em maio, depois de fechar mais de cem lojas e enfrentar mais de 50 ações de despejo. As dívidas acumuladas somam R$ 9 milhões.

No futebol, o Figueirense teve problemas com dívidas, e a SAF busca negociar R$ 165 milhões com deságio, contando com a proteção da Justiça para evitar a falência.

“A apresentação dos planos de recuperação judicial representa o cumprimento de uma importante etapa do processo e reflete a proposta do Figueirense para o pagamento dos credores”, diz a nota oficial do clube.

Leia também: “Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação judicial da Odebrecht”

A lei de recuperação judicial de 2005 reduziu drasticamente o número de falências requeridas de empresas. Segundo Rabi, a legislação se popularizou e os credores pressionam as empresas a buscarem essa proteção mais cedo.

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1 comentário
  1. MARCOS ADRIANO DE CARVALHO MARCELLO
    MARCOS ADRIANO DE CARVALHO MARCELLO

    A NOM tem trabalhado árduamente, para colocar nosso país de joelhos, para que sua famigerada Política Identitária destrua a Família Judaico-Cristã, valores morais e espirituais, enfim tudo que permita a perpetuação deles no poder, e assim amealharem quanto mais dinheiro for possível para perpetuarem-se no poder!

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