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Economia

OMC prevê contração recorde do comércio global no 2° trimestre

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que o comércio global sofra uma contração recorde no segundo trimestre deste ano em razão da pandemia

OMC comércio global
O comércio de bens deve contrair quase US$ 2 trilhões em 2023 — uma queda de 8% | Foto: hectorgalarza/ Pixabay

De acordo com a OMC, no entanto, a atuação dos governos preveniu uma queda maior do comércio global

OMC comércio global
Foto: hectorgalarza/ Pixabay

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que o comércio global sofra uma contração recorde no segundo trimestre deste ano em razão da pandemia do coronavírus. O recuo de 18,5%, no entanto, será menos grave do que anteriormente esperado por causa das ações tomadas pelos governos de todo mundo contra os efeitos da pandemia.

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“O colapso do comércio que assistimos atualmente atinge níveis históricos. De fato é o mais pronunciado do qual temos conhecimento”, afirmou o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, informa o G1.

“Mas há um importante aspecto positivo neste fenômeno, o de que poderia ter sido muito pior (…) mas não podemos nos permitir o luxo de cair na complacência”, concluiu o brasileiro.

Embora a OMC continue projetando uma tombo grande no comércio global em 2020, ela acredita ser improvável que atinja o pior cenário projetado pela organização em abril. No pior cenário para a OMC, o comércio mundial teria uma queda de 32% em razão da pandemia.

“Na situação atual, o comércio só precisaria crescer 2,5% ao trimestre pelo restante do ano para atender à projeção otimista”, disse a OMC. Mesmo com isso, a queda será maior que a maior registrada, em 2009. No auge da crise financeira, o comércio global recuou 12,5%.

Saída de Azevêdo

No dia 14 de maio, conforme esperado, o brasileiro Roberto Azevêdo anunciou que vai sair do comando da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ele está no cargo desde 2013 e vai deixar o comando um ano antes do previsto, no dia 31 de agosto deste ano. Em seu comunicado, Azevêdo alegou motivos pessoais para renunciar ao cargo.

“Entre o isolamento e minha recente cirurgia no joelho, tive mais tempo do que o habitual para refletir. E cheguei a essa decisão somente após longas discussões com minha família – minha esposa aqui em Genebra, minhas filhas e minha mãe em Brasília. É uma decisão pessoal – uma decisão familiar – e estou convencido de que esta decisão serve os melhores interesses desta Organização”, afirmou Roberto Azevêdo.

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