Em artigo publicado na Edição 300 da Revista Oeste, o economista Donald J. Boudreaux, pesquisador associado sênior do American Institute for Economic Research, critica as objeções comuns à desigualdade de renda. Ele argumenta que denunciar “os ricos” e defender a redistribuição estatal é emocionalmente fácil, mas ignora escolhas individuais, como diferentes carreiras, esforços e preferências entre trabalho, lazer e renda.
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O economista lembra que prevalece na sociedade uma ideia natural anti-inveja e redistribuição automática dos bens. Ninguém ensina os filhos, por exemplo, a invejar os brinquedos das outras crianças e muito menos tomar os brinquedos das “mais ricas” para redistribuir às outras.
Boudreaux dá outro exemplo sobre a necessária desigualdade de renda: “Suponha que Jones escolha uma carreira como poeta. Jones valoriza o tempo que passa caminhando na floresta e passeando pelas ruas da cidade em reflexão tranquila. Suas reflexões o levam a compor poemas críticos ao materialismo capitalista. Trabalhando como poeta, Jones ganha US$ 40 mil anualmente. Smith escolhe a carreira de médica de pronto-socorro. Ela trabalha em média 60 horas semanais e raramente tira férias. Seu salário anual é de US$ 400 mil. Essa “distribuição” de renda é injusta? Smith é responsável pelo salário relativamente baixo de Jones? Smith deve dinheiro a Jones? Se sim, quanto? E qual fórmula você usaria para determinar a dívida de Smith com Jones? Em suma, qual é o valor “justo” pelo qual a renda de Smith deveria ser reduzida para aumentar a renda de Jones?”
O fim da desigualdade e a concentração de poder no Estado
O economista esclarece que, nas economias de mercado, a riqueza não é um jogo de soma zero: quando os ricos enriquecem, frequentemente criam benefícios para toda a sociedade, especialmente consumidores. O autor também explica que o reflexo mais comum da redistribuição das riquezas é concentração de poder no Estado, o que pode gerar abusos mais perigosos do que a concentração de renda.
Leia neste link o artigo de Boudreaux na íntegra.
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