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Economia

Nubank se torna banco mais valioso da América Latina

Avaliada em R$ 233 bilhões, fintech estreia na Bolsa de Nova Iorque na quinta-feira 9

Nubank Alô Protegido
Clientes do banco digital vêm sofrendo com golpes via chamadas telefônicas | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Nubank definiu nesta quarta-feira, 8, o preço de sua ação na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em US$ 9. Com esse valor, o banco estreará amanhã na Bolsa de Nova Iorque e na brasileira, a B3, avaliado em US$ 41,7 bilhões (o equivalente a R$ 233 bilhões), firmando-se como o banco mais valioso da América Latina.

Em valor de mercado, a fintech deve ultrapassar o Itaú Unibanco, avaliado em R$ 213 bilhões na B3. Ainda no mercado nacional, o Bradesco tem valor de mercado de R$ 188 bilhões, seguido por Santander (R$ 125 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 93 bilhões). O Banco Inter, digital como o Nubank, vale R$ 32 bilhões.

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Na oferta, o Nubank arrecadou US$ 2,6 bilhões, considerando apenas o lote principal de papéis. Segundo a empresa, o dinheiro será utilizado para gastos com capital de giro e despesas operacionais, além de investimentos e aquisições.

Leia também: “Nubank se rendeu à cultura do cancelamento”

A estreia da instituição financeira na Bolsa de Nova Iorque acontece na quinta-feira 9. Inicialmente, a empresa projetava que o valor da ação chegaria a US$ 11, mas a volatilidade do mercado nas últimas semanas, em meio à preocupação com a variante Ômicron do coronavírus, também afetou a fintech.

Além de a oferta ter sido acompanhada pelos principais bancos brasileiros, os digitais globais também seguiram todo o processo passo a passo. A avaliação do mercado é que o IPO do Nubank sirva como modelo para outros IPOs do setor, entre os quais os do Ebanx e da Hotmart.

Lucro do Nubank no Brasil

Em outubro, o Nubank anunciou que fechou o primeiro semestre deste ano registrando lucro em suas operações no Brasil. Segundo a companhia, o resultado positivo nos seis primeiros meses de 2021 foi de R$ 76 milhões. No mesmo período do ano passado, a empresa teve um prejuízo de R$ 95 milhões.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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