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Economia

Natal deve movimentar cerca de R$ 85 bi na economia em 2025

Data é considerada a mais importante do varejo brasileiro

Tendência para o Natal é de crescimento nas vendas de itens mais baratos | Foto: Shutterstock
Tendência para o Natal é de crescimento nas vendas de itens mais baratos | Foto: Shutterstock

As vendas de Natal devem movimentar cerca de R$ 85 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). O levantamento mostra que 76% dos consumidores pretendem comprar presentes, o que deve levar aproximadamente 124 milhões de pessoas às compras.

De acordo com a pesquisa, os filhos lideram a lista de presenteados, citados por 58% dos entrevistados, seguidos pela mãe (46%), cônjuge (40%), pai (23%) e irmãos (23%). O presente de maior valor será destinado aos filhos para 28% dos consumidores, enquanto 19% pretendem gastar mais com o cônjuge e 18% com a mãe.

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Em média, cada consumidor pretende comprar quatro presentes neste Natal. Entre as classes A e B, o número sobe para cinco. O gasto médio estimado é de R$ 174, valor R$ 37 superior ao registrado em 2023.

“O momento é de planejamento financeiro por parte dos consumidores e de expectativa por parte do comércio”, afirmou o presidente da CNDL, José César da Costa. “As ruas estarão cheias nas próximas semanas, mas dá tempo do consumidor pesquisar e negociar suas compras.”

Roupas lideram como principais presentes de Natal

Roupas lideram as intenções de compra, citadas por 52% dos entrevistados, seguidas por perfumes e cosméticos (36%), calçados (30%), brinquedos (30%) e acessórios (22%). Além disso, 43% afirmaram que já substituíram ou pretendem substituir presentes materiais por experiências, como viagens, jantares, passeios ou shows.

Quanto ao volume de gastos, 41% dos consumidores pretendem gastar mais com presentes neste ano em comparação a 2024, enquanto 26% planejam gastar menos e 23% manter o mesmo valor. Entre os que aumentarão os gastos, 36% afirmam que darão um presente melhor e 34% apontam a alta de preços. Já entre os que gastarão menos, 30% dizem querer economizar e 25% relatam dificuldades financeiras.

O Tietê Plaza Shopping, em São Paulo: XP Malls vende 45% das cotas para a Riza Real State | Foto: Reprodução/Redes sociais
Tietê Plaza Shopping, em São Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais

As lojas físicas seguem como principal canal de compra, com 75% dos consumidores afirmando que pretendem comprar presencialmente, principalmente em lojas de departamento (36%) e shopping centers (31%). No ambiente digital, 58% pretendem adquirir ao menos um presente pela internet, o equivalente a mais de 90 milhões de pessoas. Entre esses consumidores, os sites de lojas internacionais lideram a preferência, citados por 64%, seguidos por sites nacionais (42%).

A pesquisa também destaca que 82% dos consumidores pretendem pesquisar preços antes de comprar. A internet será o principal meio de consulta para 87% dos entrevistados, enquanto 63% também farão pesquisas em lojas físicas. “O varejo precisa estar preparado para oferecer uma experiência fluida e integrada entre diferentes canais, tanto no on-line quanto no atendimento direto com o consumidor”, afirmou Costa.

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Pix é principal opção para pagamentos

Em relação às formas de pagamento, o Pix aparece como a principal opção, citado por 54% dos consumidores, seguido pelo cartão de crédito parcelado (39%), cartão de débito (28%) e dinheiro (23%). Entre aqueles que pretendem parcelar as compras, a média será de 4,8 parcelas, o que deve estender os pagamentos até abril ou maio de 2026.

Segundo os entrevistados, 79% consideram que o crédito influencia muito ou um pouco nas decisões de compra de Natal. Para 39%, sem acesso ao crédito, a quantidade de presentes seria bem menor.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 23 de outubro de 2025, com consumidores maiores de 18 anos das 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de até quatro pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

Leia também: “Pessimismo econômico”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 207 da Revista Oeste

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