A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) informou, nesta quarta-feira, 27, que o impacto aos cofres municipais do reajuste do salário mínimo, de R$ 1.320 para R$ 1.412, em vigor a partir de 1º de janeiro de 2024, será de R$ 4,33 bilhões.
De acordo com o presidente da instituição, Paulo Ziulkoski, o montante anunciado nesta quarta-feira pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva irá agravar a crise fiscal dos municípios, sobretudo os de pequeno porte.
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“Além do mínimo, as demais elevações das despesas ocorrem à revelia das prefeituras”, afirma Ziulkoski. “As decisões aprovadas em outras esferas de governo têm provocado impacto nos cofres das prefeituras e agravado o quadro fiscal.”
Em nota, a Confederação ressalta que as prefeituras são responsáveis pela empregabilidade de mais de 6 milhões de pessoas. Destas, 2,3 milhões recebem até um salário mínimo e meio.
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A maioria, segundo a CNM, está concentrada nos Estados de Minas Gerais, Bahia e Ceará, com servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo, enquanto Acre, Amapá e Rondônia reúnem a menor concentração de servidores municipais recebendo até 1,5 salário mínimo.
“Com efeito, o novo valor inclui a inflação em 12 meses (até novembro) de 3,85% e mais três pontos porcentuais (ganho real) relativos à expansão do PIB em 2022. A política de valorização do salário mínimo é um compromisso assumido ainda no início do ano”, diz a nota divulgada pelo Planalto.
Os impactos do reajuste do salário mínimo
A mudança não impacta apenas quem trabalha via CLT. O reajuste de 6,86% também afeta outras categorias de brasileiros. Isso porque o salário mínimo serve de base para o pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O novo salário mínimo também influencia no cálculo da contribuição mensal de donas de casa de baixa renda, profissionais autônomos, estudantes e microempreendedores individuais (MEIs).
A alteração do valor do salário mínimo impacta até o Poder Judiciário. Isso porque, segundo o jornal Folha de S.Paulo, é o piso salarial em vigor do país que determina valores a serem pagos. Para pagamento de ações no Juizado Especial Cível, o limite é de 60 salários mínimos. Quantia essa que, a saber, passará de R$ 79,2 mil para R$ 84.720.
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Revista Oeste, com informações da Agência Estado






































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