publicidade
Economia

Municípios criticam reajuste do salário mínimo imposto por Lula

Impacto aos cofres municipais será de R$ 4,3 bilhões

Lula
Segundo a CNM, o montante anunciado nesta quarta-feira pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva irá agravar a crise fiscal dos municípios, sobretudo os de pequeno porte | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) informou, nesta quarta-feira, 27, que o impacto aos cofres municipais do reajuste do salário mínimo, de R$ 1.320 para R$ 1.412, em vigor a partir de 1º de janeiro de 2024, será de R$ 4,33 bilhões.

De acordo com o presidente da instituição, Paulo Ziulkoski, o montante anunciado nesta quarta-feira pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva irá agravar a crise fiscal dos municípios, sobretudo os de pequeno porte.

Receba nossas atualizações

Leia mais: “Salário mínimo de 2024: veja o valor previsto e as novas regras”

“Além do mínimo, as demais elevações das despesas ocorrem à revelia das prefeituras”, afirma Ziulkoski. “As decisões aprovadas em outras esferas de governo têm provocado impacto nos cofres das prefeituras e agravado o quadro fiscal.”

Em nota, a Confederação ressalta que as prefeituras são responsáveis pela empregabilidade de mais de 6 milhões de pessoas. Destas, 2,3 milhões recebem até um salário mínimo e meio.

Leia também: “Entenda o que muda com o novo salário mínimo em 2024”

A maioria, segundo a CNM, está concentrada nos Estados de Minas Gerais, Bahia e Ceará, com servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo, enquanto Acre, Amapá e Rondônia reúnem a menor concentração de servidores municipais recebendo até 1,5 salário mínimo.

Mais cedo, o Palácio do Planalto confirmou o valor do novo mínimo para 2024 e destacou que o reajuste representa um ganho real de três pontos porcentuais.

“Com efeito, o novo valor inclui a inflação em 12 meses (até novembro) de 3,85% e mais três pontos porcentuais (ganho real) relativos à expansão do PIB em 2022. A política de valorização do salário mínimo é um compromisso assumido ainda no início do ano”, diz a nota divulgada pelo Planalto.

Os impactos do reajuste do salário mínimo

A mudança não impacta apenas quem trabalha via CLT. O reajuste de 6,86% também afeta outras categorias de brasileiros. Isso porque o salário mínimo serve de base para o pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O novo salário mínimo também influencia no cálculo da contribuição mensal de donas de casa de baixa renda, profissionais autônomos, estudantes e microempreendedores individuais (MEIs).

A alteração do valor do salário mínimo impacta até o Poder Judiciário. Isso porque, segundo o jornal Folha de S.Paulo, é o piso salarial em vigor do país que determina valores a serem pagos. Para pagamento de ações no Juizado Especial Cível, o limite é de 60 salários mínimos. Quantia essa que, a saber, passará de R$ 79,2 mil para R$ 84.720.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.