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Economia

Desde que a Moody's elevou grau de investimento estrangeiros já retiraram R$ 4,71 bi da Bolsa brasileira

A decisão da agência de classificação de risco sobre o Brasil não conseguiu reverter a tendência de fuga dos investidores estrangeiros

Sede da B3, Bolsa de Valores de São Paulo
Sede da B3, Bolsa de Valores de São Paulo

No dia 1° de outubro deste ano a agência de classificação de risco Moody’s elevou o grau de investimento do Brasil, passando de Ba2 para Ba1, e mantendo a perspectiva positiva.

Bolsa de Valores de São Paulo (B3)
Bolsa de Valores de São Paulo (B3) | Foto: Divulgação

Desde então, os investidores estrangeiros já retiraram R$ 4,71 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

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No acumulado do ano, o fluxo de investimentos estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo é negativo em R$ 32,93 bilhões.

Saiba mais: Moody’s eleva nota de crédito do Brasil mantendo a perspectiva positiva

Os únicos dois meses com saldo positivo foram julho e agosto, respectivamente com R$ 7,34 bilhões e R$ 10,01 bilhões investidos pelos estrangeiros na B3.

Mesmo com decisão da Moody’s gringos fogem da B3

Os gringos estão fugindo da Bolsa brasileira por causa da piora no cenário fiscal – e da consequente incapacidade do governo em reduzir os gastos públicos, e por causa das mudanças na curva de juros dos Estados Unidos.

Saiba mais: Moody’s virou piada no mercado

A decisão da Moody’s foi uma surpresa para o mercado financeiro brasileiro, já que a piora das contas públicas é o fator considerado mais crítico para a estabilidade macroeconômica do país.

Saiba mais: Moody’s teve ‘inusitada boa vontade’ com o Brasil, diz Estadão

Além disso, a Moody’s foi a única grande agência de classificação de risco a elevar sua nota. Fitch e S&P mantiveram suas avaliações inalteradas sobre o Brasil.

Redução do fluxo de investimentos estrangeiros também em 2025

O fluxo de investimentos estrangeiros deve continuar baixo também no próximo ano.

Saiba mais: A avaliação econômica que ‘não fica de pé’

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), os investidores estrangeiros deverão reduzir em quase 25% os recursos enviados para os mercados emergentes, como o Brasil.

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2 comentários
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    Capital especulativo não ajuda nenhum país.
    São apenas sanguessugas que exploram as bolsas de valores mundo afora.
    Mas infelizmente, esse dinheiro é essencial para o Brasil.

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