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Economia

Milei suspende proibição de 50 anos e libera exportação de gado argentino

Governo da Argentina diz que medida favorece a concorrência no mercado

Antes de encerrar seu discurso, o presidente da Argentina, Javier Milei, destacou a importância das reformas econômicas que atraíram executivos globais a Buenos Aires | Foto: Reprodução/X
Javier Milei: novo ritmo na economia da Argentina para impulsionar vendas no exterior e reduzir tamanho da dívida | Foto: Reprodução/X

O governo da Argentina, sob a gestão de Javier Milei, autorizou a exportação de gado. A decisão suspende uma proibição que vigorava há mais de cinco décadas no país. Os argentinos são uma das principais referências do mercado em razão da qualidade de seus cortes de carne bovina usados principalmente em churrascos.

Em uma declaração nesta quarta-feira, 26, a Secretaria de Agricultura apresentou a reversão da política como um movimento em direção a “uma maior concorrência na cadeia de carne e gado”. A medida, conforme o governo, alinha-se ao propósito do presidente Javier Milei no sentido de desregulamentar a segunda maior economia da América do Sul, atrás apenas do Brasil.

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Milei mantém política pró-comércio exterior

O governo Milei promulgou no mês passado um corte de impostos de cinco meses para as exportações de grãos e seus derivados. A estratégia tem como objetivo impulsionar o comércio exterior. As vendas do setor agrícola do país para os mercados estrangeiros constituem a maior fonte de moeda forte para os cofres do banco central argentino. 

Trata-se, portanto, de um importante expediente para financiar as importações e pagar as dívidas. Em 2024, a Argentina exportou cerca de 935 mil toneladas de carne bovina. Desse total, quase 70% tiveram como destino compradores chineses, de acordo com dados oficiais. 

As exportações argentinas de grãos e derivados geraram receita de US$ 1,501 bilhão em março de 2024. O montante representa aumento de 22% na comparação com março de 2023, ano em que Milei tomou posse. 

Os dados foram divulgados pela Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC), entidades que representam 50,1% das exportações totais argentinas.

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2 comentários
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    Que essa carne chegue ao nosso país para combater a máfia e ao monopólio que vivemos aqui!
    Pena que o outro lado da moeda será o aumento dos custos para o povo argentino… Mas o que há de se fazer!? Capitalismo é assim mesmo!

  2. Jorge Fernandes
    Jorge Fernandes

    Liderança focada na economia é outra história 🤘🏻🤘🏻

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