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Economia

Mesmo em queda, Brasil perde R$ 417 bi por ano com sonegação

País tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo, o que estimula a prática

País tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo, o que estimula a prática

Sonegação
Sonegação ocorre em todos os setores, como indústria e comércio | Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo

Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que o Brasil deixa de arrecadar mais de R$ 417 bilhões por ano com impostos, devido às sonegações de empresas.

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O faturamento não declarado é de R$ 2,33 trilhões por ano, segundo cálculos feitos com base nos autos de infrações emitidos pelos fiscos federal, estaduais e municipais.

Leia mais: “Governo lança programa para arrecadar R$ 110 bi com venda e concessão de imóveis da União”

A sonegação vem diminuindo no Brasil, mas o fato do país ter uma das cargas tributárias mais altas do mundo estimula a prática. Em 2002, o índice de sonegação foi de 32% e em 2004 atingiu o pico de 39%. Esse número foi caindo ano após ano, e chegou a 15% em 2019.

Sonegação
Índice de Sonegação Fiscal | Foto: Reprodução/IBPT

Esses valores, no entanto, são uma estimativa. A sonegação total pode ser maior do que a calculada. Isso porque os fiscos não conseguem autuar todos que sonegam. Existe ainda o outro lado da moeda, dos autos de infração extintos ao longo do processo. De acordo com o IBPT, 65,49% do que foi sonegado foi efetivamente autuado.

Impostos mais sonegados

Segundo o levantamento, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi o imposto mais sonegado em 2018. Já em 2019, a sonegação do imposto de renda superou o ICMS.

O IBPT descobriu que 47% das empresas de pequeno porte sonegam imposto. Já a taxa entre as empresas médias é de 31% e, entre as de grande porte, de 16%.

Ao mesmo tempo, os valores sonegados são maiores no setor industrial, seguido pelas empresas de serviços financeiros e pelas de prestação de serviços. O comércio ocupa a quarta posição.

Considerado apenas o ICMS, o setor do comércio é o que mais sonega, seguido das empresas industriais e das prestadoras de serviços.

O mês de novembro concentra a maior quantidade de autos de infração. Isso porque é o mês da Black Friday, quando há aumento no volume de vendas, tanto por ocasião da promoção quanto pelas vendas de fim de ano.

Com informações da Agência Brasil

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2 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Sugiro trocar o nome do instituto para Instituto Brasileiro de Tributação e Planejamento IBTP para que tenha credibilidade.

  2. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Cálculos feitos com base nos autos de infração, entendo que não são apropriados, pois muitos parecem aquele lançamento da fiscalização para obter produtividade e consequentes bonificações. Muitos são contestados e cancelados por erros cometidos pela fiscalização. Não quero aqui dizer que não há sonegação. até porque é visível até para leigos que compram nos grandes centros comerciais populares, no comercio informal e até em grandes corporações internacionais.
    Portanto, reconheço a altíssima (para quem paga), e complexa e onerosa administração de nosso tributos.
    Dai, apoio qualquer tributo INSONEGAVEL como a antiga CPMF, que lamentavelmente é odiada por sonegadores.

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