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Economia

Mesmo com carga tributária recorde, Brasil deve encerrar 2025 com rombo

Desde o começo do governo Lula, a dívida bruta subiu a 77,5% do PIB, um aumento de 5,8 pontos porcentuais

A carga tributária do Brasil já ultrapassou a média de outros países-membros da OCDE | Foto: Whisk/IA
A carga tributária do Brasil já ultrapassou a média de outros países-membros da OCDE | Foto: Whisk/IA

O Brasil deve repetir em 2025 o recorde de carga tributária atingido no ano anterior, segundo economistas ouvidos pelo Poder360. Em 2024, a soma de tributos arrecadados pela União, Estados e municípios chegou a 34,2% do PIB, o maior patamar da série histórica. A tendência de alta continua neste ano, conforme dados da Receita Federal, mesmo com previsão de déficit de R$ 30,2 bilhões nas contas públicas.

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A equipe econômica chefiada pelo ministro Fernando Haddad fixou como meta zerar o déficit em 2025. O arcabouço fiscal define regras para controlar os gastos do governo, determinando que ele deve gastar apenas o que arrecada, sem contar os juros da dívida.

Porém, há uma folga de 0,25% do PIB, que funciona como margem de tolerância: o governo pode ter um pequeno déficit ou superávit dentro desse limite e ainda assim cumprir a meta, sem precisar equilibrar exatamente as contas.

Para o economista Ecio Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco, o arcabouço é uma “peça ilusória” e não será suficiente para conter o desequilíbrio fiscal. Segundo ele, o mecanismo permite brechas que ampliam os gastos e fragilizam o controle das contas públicas.

Dívida cresce em ritmo acelerado

A dívida bruta do governo geral, que reúne União, Estados e municípios, alcançou 77,5% do PIB, o equivalente a R$ 9,6 trilhões. Desde o começo do governo Lula, o aumento foi de 5,8 pontos porcentuais. Costa alerta que a trajetória é “galopante” e representa um risco à estabilidade fiscal.

Comparação internacional da carga tributária

Entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média da carga tributária foi de 33,9% em 2023. A França lidera com 43,8%. No mesmo período, o Brasil registrou 32,1%, índice que subiu 2,1 pontos porcentuais no ano seguinte. O país, que não integra a organização, já ultrapassou a média dos membros do grupo.

Leia também: “Saiba quais são as estatais com os maiores prejuízos no governo Lula 3”

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2 comentários
  1. ELIAS
    ELIAS

    Sabendo-se que tanto a arrecadação quanto o rombo batem recordes e considerando que a vida do brasileiro (que não faça parte do governo nem tenha cargo publico) não melhora um milímetro, pergunta-se para onde vai essa enormidade de dinheiro?
    Olhem para as eleições de 2026 e lá estará a resposta.

  2. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    LULA VAI FAZER EXATAMENTE O QUE DILMA FEZ PARA GARANTIR A REELEIÇÃO: VAI ESTOURAR O CAIXA. SE PERDER VAI DEIXAR A TERRA ARRASADA PARA O SUCESSOR. TÁ TUDO DOMINADO PELOS CORRUPTOS QUE DOMINAM ESSE PAÍS INFELIZ. FAZ O L AÍ DE NOVO,JUMENTO!!!!

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