O Magalu inaugurou sua loja-conceito nesta segunda-feira, 8, dentro do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O espaço, ocupado por mais de meio-século pela Livraria Cultura, se tornou a primeira unidade desse tipo da varejista, e a terceira maior entre as 1,3 mil lojas da empresa.
Receba nossas atualizações
Saiba mais: Magazine Luiza valorizou mais de 90.000% no passado
A megaloja, chamada de “Galeria Magalu”, conta com mais de 4 mil metros quadrados de superfície e 1 juntando em um único local as cinco marcas que fazem parte do grupo: Magalu, Netshoes, KaBuM!, Estante Virtual e Época Cosméticos. O objetivo é receber cerca de 90 mil clientes por mês.
Galeria Magalu será um local para ‘marcas se expressarem’
“Esse será um ‘brand place’ e não um ‘market place'”, explicou o CEO da Magalu, Frederico Trajano, durante a inauguração da Galeria Magalu.
Saiba mais: Luiza Trajano divulga nome de nova megaloja no Conjunto Nacional
“As marcas estão carentes de lugares em que possam se expressar”, disse à Oeste Frederico Trajano, “O que estamos fazendo é um brand commerce. As marcas não conseguem fazer o storytelling delas só na internet. O online virou um espaço muito comoditizado”.
Para o executivo, o objetivo é criar “uma loja físico-digital” que funcione como vitrine do ecossistema do grupo.
Saiba mais: Magazine Luiza renegocia dívidas
“Será um espaço de interação e de encontro entre marcas e clientes”, disse Trajano, em uma proposta que combina varejo, entretenimento, gastronomia, como uma unidade da We Coffee, e espaços culturais, como o antigo Teatro Eva Herz, agora renomeado Teatro YouTube, mas preservando o nome da fundadora da Livraria Cultura na entitulação da sala.
A Magalu realizou uma parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo para trazer obras em uma exposição permanente dentro da Galeria Magalu, privilegiando artistas brasileiros, transformando o endereço em um ponto turístico da capital paulista.
Trajano explicou que a estratégia da varejista é atrair para a Galera Magalu influenciadores, artistas e personalidades que possam favorecer o fluxo de clientes. Por isso, foram instaladas em todo o local pontos instagramaveis, áreas destinadas a ativações de marcas e transmissões de live commerce.
Saiba mais: Financeira da Magalu afirma ter apenas 50 funcionários
Além disso, será possível manusear, customizar e até testar produtos na loja, além de ter um centro especializado Apple para reparos e um espaço para retirar produtos comprados on line nos sistes do grupo. “Nosso maior diferencial estratégico é e continuará sendo a multicanalidade”, explicou Frederico Trajano.
O custo para realizar a Galeria Magalu foi dez vezes superior a de lojas de porte médio do grupo. O objetivo é gerar receitas com ads e ações com as marcas.
“O contrato de aluguel nem foi tão pesado assim”, explicou à Oeste Frederico Trajano, “Mas ainda assim, montar loja física no Brasil, com custo de capital alto, é um desafio muito grande, tanto é que ficamos três anos sem abrir lojas”.
Saiba mais: Magalu e AliExpress começam a anunciar uma na plataforma da outra
O objetivo é recuperar o investimento em um ano e meio, explicou o vice-presidente comercial e operacional da Magalu, Fabrício Garcia.
Por isso, será priorizado um público premium, trabalhando com produtos de tíqute mais elevado. “Fizemos uma curadoria profunda dos produtos, mais premium impossível”, disse Garcia.
Em 2024, o Magalu teve faturamento de R$ 66 bilhões. No 3º trimestre de 2025, registrou R$ 15,1 bilhões em vendas.
Sonho antigo de Luiza Trajano
A presidente do conselho da Magalu, Luiza Trajano explicou que ter uma loja na Avenida Paulista era um “sonho antigo” pois a avenida mais famosa de São Paulo “é a cara do Brasil: inovação, diversidade e inclusão”.
Segundo a empresária, o objetivo é trasformar a Galeria Magalu em um “espaço de convívio”.
“Apesar do digital, as pessoas querem se encontrar”, afirma, “Estamos criando um ponto de encontro como era antigamente, as pessoas sentem essa necessidade.”
Trajano critica juros altos
Durante o evento de inauguração da Galeria Magalu, Luiza Trajano criticou a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano.
Segundo a empresária, essa taxa “não tem justificativa” e “acaba com a pequena e média empresa”. Trajano pediu uma revisão da meta de inflação de 3 para 4%.
Frederico Trajano concordou com a mãe, salientando que “já passou da hora da queda na taxa de juros acontecer” e que até o final de 2026 a Selic deverá chegar em 11% ao ano.




































Que lixo trocar a Livraria Cultura, por esta galeria desta esquerdista, apoiadora do lulinha. Saudades do espaço cultural.😜
Se depender de mim essa empresa de petralhas não vende um clipes. Aproveitando a Selic está em 15%, o que deram para a Velha da Magalu tomar que ela tá quietinha? Algum projeto, pacote de fornecimento, um carguinho ou uma Rouanet para Varejistas falidos….