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Economia

Lula adia escolha de novos diretores do BC para 2026

Guillen e Gomes deixam os cargos no fim do ano e abrem duas vagas na cúpula da autarquia

Banco Central mantém a taxa de juros e faz alertas ao governo | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Sem substitutos definidos, os próprios diretores decidiram não permanecer nos cargos em 2026 | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu deixar para 2026 a escolha dos dois novos nomes que vão compor a diretoria do Banco Central (BC). Os indicados vão substituir Diogo Guillen, responsável pela área de Política Econômica, e Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.

O Planalto avaliou que o ambiente político no Senado, somado ao calendário legislativo apertado, inviabilizaria a aprovação dos nomes ainda neste ano. A decisão foi tomada depois da tensão provocada pela recente indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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O presidente da República é responsável pela nomeação dos diretores. No entanto, antes da posse, os nomes devem passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Como o Congresso encerra os trabalhos em 22 de dezembro, não haveria tempo para cumprir todos os trâmites.

Sem substitutos definidos, os próprios diretores decidiram não permanecer nos cargos em 2026. Guillen e Gomes foram os últimos integrantes da diretoria nomeados por Jair Bolsonaro.

Enquanto as vagas permanecerem em aberto, outros diretores do BC devem acumular as funções de forma interina.

Copom se reúne com quórum reduzido em janeiro

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 27 e 28 de janeiro, contará apenas com sete dos nove membros.

No entanto, as ausências não devem comprometer as decisões do encontro. A regra prevê votação por maioria simples, e todas as deliberações deste ano ocorreram por unanimidade.

+ Leia também: “Desconfiança fiscal mantém juros em 15%”

Na última quarta-feira, 10, por exemplo, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva. A taxa é a mais alta em quase 20 anos.

Picchetti e acadêmicos são cotados para diretorias vagas no BC

Apesar de Lula não ter definido os nomes para a diretoria, aliados acreditam que o petista considera deslocar o diretor Paulo Picchetti, responsável por Assuntos Internacionais, para a vaga de Guillen.

Antes de atuar no BC, Picchetti coordenou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

Outros possíveis nomes incluem Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, e Thiago Ferreira, pesquisador do Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos.

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