publicidade
Economia

Justiça suspende lei de capitalização do BRB com imóveis públicos

Decisão provisória barra transferência de ativos e aponta riscos ao patrimônio do Distrito Federal

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB): tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O BRB enfrenta um rombo financeiro depois da compra de carteiras de R$ 12,2 bi do Master | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Justiça do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a lei que autoriza a capitalização do Banco de Brasília (BRB) por meio da venda de imóveis do governo. O juiz Daniel Eduardo Carnacchioni citou possíveis riscos ao patrimônio público e dúvidas sobre as regras de governança da instituição.

A legislação previa a utilização de nove imóveis públicos, avaliados em R$ 6,4 bilhões, para compor um fundo imobiliário ou servir de garantia em operações de crédito. Ricardo Cappelli, Rodrigo Rollemberg, Cristovam Buarque, Dayse Amarílio e Rodrigo Dias assinam a ação judicial.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Com a liminar, porém, o governo do Distrito Federal (GDF) não pode transferir ativos para o banco com base na nova norma. O magistrado afirmou que ainda não há demonstração de interesse público nem estudos detalhados que justifiquem a medida. O GDF pretende recorrer da decisão.

“A referida lei distrital, neste momento, por tudo que foi exposto, não pode produzir qualquer efeito concreto”, diz o juiz. “O problema não é a lei em si, mas os efeitos concretos, que poderão lesar o patrimônio público de empresas estatais, com a possível transferência de imóveis de outras entidades estatais para o BRB, para contar crise de liquidez.”

Liquidez do BRB

O magistrado determinou que o BRB esclareça o grau de comprometimento de sua liquidez de forma transparente.

“Também deverá ser comprovado, de forma efetiva e concreta, o interesse público, conforme mencionado na própria lei”, diz decisão. “É essencial demonstrar a pertinência dos imóveis previstos na lei com a atividade do BRB e, ainda, obter a devida deliberação, por meio de seus órgãos diretivos, bem como autorização das estatais que terão seus bens utilizados para capitalizar o banco.”

A assembleia-geral marcada para esta quarta-feira, 18, está mantida. Segundo o juiz, “inclusive para a apresentação de relatórios financeiros que permitam avaliar o grau de comprometimento da liquidez do banco”.

O BRB enfrenta um rombo financeiro depois da compra de carteiras de R$ 12,2 bilhões do Banco Master. A instituição ainda busca empréstimos e planeja uma oferta de 1,675 bilhão de ações para arrecadar R$ 8,86 bilhões.

O plano de reestruturação é urgente, pois o banco deve publicar o balanço do quarto trimestre de 2025 até 31 de março. A lista de imóveis da proposta inclui a Gleba A, na Serrinha do Paranoá, área de proteção ambiental que gerou críticas de ambientalistas e representação no Ministério Público.

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade