A Justiça determinou o bloqueio de ativos de sócios ligados à Fictor Invest Ltda., em decisão liminar proferida pela 23ª Vara Cível de Curitiba nesta quarta-feira, 15. O arresto cautelar atende ao pedido feito pela investidora Janine Guiomar Fendrich Vendramini, que busca desconsiderar a personalidade jurídica da empresa.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
Receba nossas atualizações
O valor bloqueado, de R$ 215 mil, abrange contas bancárias e bens de pessoas físicas e jurídicas pertencentes ao grupo econômico da Fictor. Conforme a determinação, se forem identificados bens dos sócios, o montante permanece retido até o desfecho do processo sobre a desconsideração da personalidade jurídica.
Contexto dos processos e suspeitas sobre a Fictor Invest

A Fictor Invest enfrenta processos movidos por investidores, que alegam descumprimento de contratos. A empresa também solicitou recuperação judicial, pedido que segue em análise pelo Judiciário.
A juíza Luciana Assad Luppi Ballalai destacou indícios de abuso da personalidade jurídica, desvio de finalidade e mistura patrimonial entre a Fictor, seus sócios e outras empresas do grupo.
“A dinâmica dos fatos narrados, aliada à multiplicidade de pessoas jurídicas envolvidas e à alegada circulação de ativos entre elas, evidencia risco concreto de dilapidação patrimonial, com potencial esvaziamento de bens passíveis de futura constrição”, explicou a magistrada. “A demora inerente ao regular processamento do incidente pode, assim, comprometer a efetividade da tutela jurisdicional, caso não sejam adotadas providências imediatas.”
As dificuldades da Fictor vieram à tona em novembro de 2025, quando ela anunciou intenção de adquirir o Banco Master, operação que não recebeu aprovação do Banco Central. O episódio provocou uma crise de confiança, levando a saques que somaram R$ 2 bilhões.
Leia também: “O Brasil acordou”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 317 da Revista Oeste
Em março de 2026, a Polícia Federal realizou a Operação Fallax, que teve como um dos alvos o CEO do grupo, Rafael de Góis. No pedido de recuperação judicial, Fictor Holding e Fictor Invest declararam dívidas em torno de R$ 2,7 bilhões.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.