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Economia

Juros do cartão de crédito sobem e chegam a 421% ao ano

Empréstimo do rotativo ocorre quando consumidor não paga fatura ou faz pagamento parcial

Informações foram divulgadas pelo Banco Central nesta sexta-feira, 3 | Foto: Rupixen/Unsplash
Informações foram divulgadas pelo Banco Central nesta sexta-feira, 3 | Foto: Foto: Rupixen/Unsplash

A taxa média de juros do cartão de crédito voltou a subir e atingiu 421,3% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), nesta sexta-feira, 3. Essa é a maior taxa desde dezembro do ano passado.

O empréstimo do rotativo do cartão de crédito ocorre quando o consumidor não paga a fatura ou faz o pagamento parcial. O valor não pago é automaticamente parcelado pelo banco ou pela financeira, e sobre as parcelas incidem os juros.

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Em janeiro deste ano, entrou em vigor uma determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN) que limita os juros do rotativo em 100%. A decisão foi tomada em dezembro de 2023.

Leia também: “Mercado projeta alta da inflação e dos juros em 2024 e 2025”

Cheque especial

De acordo com as informações divulgadas pelo BC, o cheque especial teve queda em março. Os juros chegaram a 127,6% ao ano, 4,5 pontos porcentuais acima do registrado em fevereiro.

As variações acontecem depois dos recentes movimento de corte na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 10,75% ao ano.

Leia também: “Mercado financeiro está mais pessimista com a queda de juros no Brasil”

Como driblar os altos juros do cartão de crédito

Os consumidores podem driblar os altos índices das modalidades com maiores taxas de juros do mercado com o empréstimo consignado, que desconta o pagamento das parcelas direto na folha de pagamento.

Banco Central
Juros do cartão de crédito chegaram a 127,6% ao ano | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A linha de crédito registrou uma queda de 0,3 ponto porcentual em março, ficando em 23,5% ao ano — a menor desde fevereiro de 2022 (23,1% ao ano).

Dentro do consignado, as taxas variam de acordo com os grupos profissionais, sendo a menor delas aplicada aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pagam 22,4% ao ano.

Leia também: “Boletim Focus: mercado fica mais pessimista com juros em 2024”

Para os servidores públicos e trabalhadores do setor privado, as taxas são, respectivamente, de 22,7% e 38% ao ano.

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