publicidade
Economia

Itaú avança sobre financeiras ao comprar participações de GPA, Casas Bahia e Assaí

Banco investe quase R$ 800 milhões para assumir operações ligadas ao varejo e ampliar controle e oportunidades no setor de crédito

Fachada do prédio do Itaú na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fachada do prédio do Itaú na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira, 8, um conjunto de operações que reforça principalmente a sua estratégia de concentrar a gestão de carteiras de crédito ligadas ao varejo. O banco fechou acordos para adquirir as participações do GPA (Pão de Açúcar), da Casas Bahia e do Assaí na Financeira Itaú CBD (FIC). Além disso, vai assumir a fatia da Casas Bahia no Investcred. 

Juntos, os movimentos marcam desse modo mais um passo da instituição para simplificar estruturas societárias e ampliar o controle sobre operações que historicamente funcionavam em parceria com grandes redes de consumo. Em comunicados separados ao mercado, o GPA informou que receberá R$ 260,1 milhões pela venda de sua participação indireta na FIC. O Assaí, por sua vez, estimou em cerca de R$ 260 milhões o valor a ser pago por sua fatia. 

Receba nossas atualizações

Itaú: ciclo de reorganização

A Casas Bahia divulgou que embolsará R$ 266,1 milhões pela alienação integral das participações detidas, direta ou indiretamente, tanto na FIC quanto no Investcred. O Itaú destacou que a conclusão das transações ainda depende de aprovações regulatórias, incluindo o Cade e o Banco Central. Até o fechamento do negócio, os clientes continuarão sendo atendidos normalmente, sem alterações contratuais.

O movimento ocorre em um momento em que o setor financeiro brasileiro passa por um novo ciclo de reorganização. Nos últimos anos, casos semelhantes foram observados em outros conglomerados. O próprio Itaú já havia concluído etapas de recomposição societária, como a aquisição integral de operações originalmente compartilhadas com o Grupo Pão de Açúcar no início dos anos 2000. 

Leia também: “A saída é para o Brasil”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 299 da Revista Oeste

Episódios paralelos também envolvem outras instituições. O Santander, por exemplo, absorveu estruturas de crédito antes compartilhadas com varejistas. O Bradesco, por sua vez, reordenou sua participação em joint ventures voltadas ao financiamento ao consumo. Já o Banco GE Capital encerrou acordos com redes comerciais, levando bancos tradicionais a reassumir carteiras antes terceirizadas.

A recomposição agora anunciada pelo Itaú reforça uma tendência: diante da digitalização e da necessidade de maior eficiência operacional, grandes bancos buscam centralizar decisões e integrar plataformas de crédito. Assim, evitam estruturas paralelas e ampliam o controle sobre risco, governança e rentabilidade.

+ Leia mais notícias de Economia na Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.