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Economia

Irmãos Batista ampliam império no setor elétrico com novas térmicas

Grupo J&F avança sobre geração de energia e aproxima capacidade instalada de gigantes do setor

irmãos batista
Os irmãos Wesley (esquerda) e Joesley Batista, que controlam o Grupo J&F | Foto: Reprodução/Twitter/X

Os irmãos Joesley Batista e Wesley Batista intensificaram a expansão da Âmbar Energia no setor elétrico brasileiro com a aquisição de cinco usinas termelétricas da Bolognesi Energia. O movimento reforça a estratégia da holding J&F Investimentos de ampliar presença em geração e comercialização de energia, segmento que já recebeu investimentos bilionários do grupo na última década.

A negociação foi confirmada nesta segunda-feira, 11, pelas empresas. A J&F não informou o valor da operação. Em nota ao jornal O Estado de S. Paulo, a Bolognesi afirmou que a venda depende de aprovações regulatórias.

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As usinas adquiridas estão localizadas no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco, Alagoas e Goiás. Juntas, somam capacidade instalada de 766 megawatts (MW). Quatro unidades operam com óleo combustível e uma utiliza biomassa. Segundo as empresas, os contratos de fornecimento de energia permanecem válidos até 2042 e 2044.

A Usina Termelétrica Candiota III é uma usina de energia movida a carvão mineral localizada no Rio Grande do Sul e pertencente à Âmbar Energia | Foto: Divulgação/CGT Eletrosul

Com a incorporação dos ativos, a Âmbar amplia um portfólio que já vinha crescendo de forma acelerada desde 2024. Fundada em 2015, a companhia iniciou operações concentrada em geração térmica, transmissão e comercialização de energia, mas avançou para outros segmentos do setor.

Em março deste ano, a empresa concluiu a compra da Usina Termelétrica Norte Fluminense e do projeto Norte Fluminense 2, do grupo francês EDF, em Macaé, no Rio de Janeiro. A companhia informou na ocasião que a usina “é uma das mais eficientes do Brasil” e opera em ciclo combinado a gás natural da Bacia de Campos.

+ “Lula quer pagar 50% a mais por energia a carvão dos irmãos Batista

A Norte Fluminense possui três turbinas a gás e uma a vapor, com potência total de 827 MW. O projeto Norte Fluminense 2 prevê expansão de 1.800 MW. As termelétricas são geralmente acionadas pelo sistema nacional de energia para completar suprimento elétrico.

LULA IRMÃOS BATISTA
Lula em encontro com os irmãos Batista no Planalto, em 27/5/2024 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo comunicado divulgado pela Âmbar na época da operação, a empresa ultrapassou 7 gigawatts (GW) de capacidade instalada, volume suficiente para abastecer aproximadamente 4 milhões de residências. Com a aquisição das térmicas da Bolognesi, o grupo adiciona quase 800 MW ao portfólio.

Irmãos Batista somam mais de 60 unidades de geração de energia

A expansão coloca a companhia em patamar próximo ao de grandes geradoras do país. A capacidade instalada da Âmbar se aproxima da hidrelétrica de Tucuruí, controlada pela Axia Energia, com 8,5 GW, e da Auren Energia, que reúne ativos da Votorantim e do fundo canadense CPP e possui 8,8 GW em fontes hídricas, solares e eólicas.

Outro passo relevante ocorreu em outubro de 2025, quando a Âmbar entrou no capital da Eletronuclear, responsável pelas usinas de Angra 1 e Angra 2 e pelo projeto de Angra 3. O acordo com a antiga Eletrobras, atual Axia Energia, envolveu R$ 535 milhões, além de garantias de empréstimos e obrigações ligadas a debêntures avaliadas em R$ 2,4 bilhões.

Âmbar energia irmãos batista
Fundada em 2015 Âmbar é o braço dos irmãos Batista no setor de energia | Foto: Divulgação/J&F

De acordo com a Âmbar, a operação garantiu participação de 68% no capital total da Eletronuclear e 35,3% das ações com direito a voto. O controle da estatal, contudo, permaneceu com a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional.

Com as novas aquisições, a Âmbar passará a reunir 61 unidades de geração distribuídas em mais de 15 Estados. O portfólio inclui hidrelétricas, usinas solares, unidades movidas a biomassa, biogás, gás natural, óleo combustível, carvão mineral e participação em geração nuclear.

Leia também: “A volta dos Irmãos Petralha“, artigo de Augusto Nunes e Eugênio Goussinsky publicado na Edição 239 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    Bem! Mais um patrimônio que ficará com os Batista, mas que sairá do bolso dos consumidores e Pagadores de Impostos!

    Essa parte ainda está obscura! Mas… alguma dúvida?

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