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Economia

IPCA: alimentos seguem em alta, e inflação sobe 0,43% em abril

Dados foram divulgados nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Produtos básicos, como café e ovos, se tornaram artigos de luxo. O café acumulou alta de 50% em 12 meses, e o ovo encareceu 40% apenas em fevereiro | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Inflação teve nova alta em abril, mostra IBGE | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, de abril foi de 0,43% e ficou 0,13 ponto porcentual abaixo da taxa de março (0,56%), informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Esse foi o maior IPCA para um mês de abril desde 2023 (0,61%). No ano, o IPCA acumula alta de 2,48% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,53%, acima dos 5,48% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%.

Maior impacto da inflação em abril veio de alimentos

À exceção de transportes, todos os outros oitos grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento na passagem de março para abril. O maior impacto veio de alimentos e bebidas, mas a maior alta de preços foi registrada no grupo saúde e cuidados pessoais (1,18%), seguida do vestuário (1,02%) e do grupo alimentação e bebidas (0,82%).

IPCA Abril 2025
Impacto e variação do IPCA em abril de 2025 | Foto: Reprodução/IBGE

Os alimentos tiveram impacto de 0,18 ponto porcentual na inflação, seguido de gastos com saúde, com impacto de 0,16 ponto.

Em saúde e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado pelos produtos farmacêuticos (2,32%), depois da autorização do reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março, e pelos itens de higiene pessoal (1,09%).

No grupo vestuário, destacam-se as altas na roupa feminina (1,45%), na roupa masculina (1,21%) e em calçados e acessórios (0,60%).

Alimentação

O grupo alimentação e bebidas desacelerou de 1,17% em março para 0,82% em abril, com registro de 0,83% para alimentação no domicílio. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (18,29%), do tomate (14,32%) e do café moído (4,48%). No lado das quedas, destacam-se a cenoura (10,40%), o arroz (4,19%) e as frutas (0,59%).

A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,80% em abril, ante o 0,77% de março. O subitem lanche acelerou de 0,63% para 1,38% em abril, e a refeição mostrou desaceleração de 0,86% em março

3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Sempre fui ao mercado, nunca fui e pesar em dinheiro.
    Mas hoje não compro nem um terço por achar os produtos com preços aviltantes.
    Como é que é MOLUSCO ?
    DE onde você acha que o mercado interno vai sustentar a economia ?

  2. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Onde foi que o grupo alimentos desacelerou? Só se foi em Nárnia. Ninguém mais acredita nos números divulgados por este ibge (em minúsculas mesmo) do Pokemon.

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