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Economia

Inflação sobe em abril, puxada por alta nos preços de alimentos e medicamentos

Nos últimos 12 meses, índice acumula alta de 3,69%, segundo IBGE

onda calor preços
Dados foram divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo IBGE, e mostram alta de alimentos e medicamentos | Foto: Foto: Divulgação/PxHere

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação no país, avançou a 0,38% em abril, depois de alta de 0,16% no mês anterior. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 10.

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Nos últimos 12 meses até abril, o índice acumula alta de 3,69%, contra os 3,93% observados em março. Em abril de 2023, a variação havia sido de 0,61%.

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Inflação foi puxada por alta nos medicamentos e nos alimentos

Remédio genérico Anvisa
Alta no preço dos medicamentos puxou IPCA de abril | Foto: Wikimedia Commons

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta.

Os maiores impactos na inflação vieram dos grupos de cuidados pessoais e de alimentação e bebidas. No primeiro casos, o avanço foi 1,16% no mês e o impacto, de 0,15 ponto porcentual. A alta ocorreu especialmente depois do reajuste de 4,5% nos preços de medicamentos, que entrou em vigor em março.

Destacam-se as altas do antidiabético (4,19%), do anti-infeccioso e antibiótico (3,49%) e do hipotensor e hipocolesterolêmico (3,34%).

O índice também foi puxado pelo grupo de alimentação e bebidas (0,70%), vestuário (0,55%) e transportes (0,14%). Nesse grupo o impacto também foi de 0,15 ponto porcentual.

inflação IPCA abril
Foto: Reprodução/IBGE

Os demais grupos ficaram entre artigos de residência (-0,26%) e comunicação (0,48%).

Leia também: “Prévia da inflação: IPCA-15 sobe em abril, puxado pela alta dos alimentos”

Em alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio acelerou de 0,59% em março para 0,81% em abril. Foram observadas altas nos preços do mamão (22,76%), da cebola (15,63%), do tomate (14,09%) e do café moído (3,08%).

O grupo habitação recuou 0,01% devido à queda de 0,46% no preço da energia elétrica residencial.

No grupo de transportes, somente o gás veicular teve queda de 0,51% nos preços, enquanto o etanol subiu 4,56%, a gasolina avançou 1,50% e o óleo diesel teve alta de 0,32%.

2 comentários
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    E o Banco Central querendo baixar ainda mais os juros.
    Gasolina mantida artificialmente, inflação em alta…
    Não há coerência em baixar os juros no momento.
    É a tal de credibilidade.

  2. Adair Nogueira Filho
    Adair Nogueira Filho

    Amigos, é lamentável que o IBGE, uma ilha nesse Estado pessimamente gerenciado, esteja sendo desmontado e se transformando em um maquiador de dados, manipulados para enganar a população ignorante e atender aos integrantes do “soviet” que nos avilta e saqueia.

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