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Economia

Inflação sobe 0,32% na cidade de São Paulo

Seis dos componentes do IPC ganharam força, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

Inflação na cidade de São Paulo subiu em janeiro | Foto: Tara Clark/Unsplash
Inflação na cidade de São Paulo subiu em janeiro | Foto: Tara Clark/Unsplash

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,32% na segunda quadrissemana de janeiro, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta segunda-feira, 20.

O número representa alta depois do acréscimo de 0,25% observado na primeira quadrissemana deste mês.

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Veja como ficaram os componentes do IPC-Fipe na segunda quadrissemana de janeiro:

  • Habitação: -0,59% (de -0,62% na primeira quadrissemana de janeiro);
  • Alimentação: 1,12% (de 1,06% na primeira quadrissemana de janeiro);
  • Transportes: 0,18% (de -0,21% na primeira quadrissemana de janeiro);
  • Despesas Pessoais: 0,57% (de 0,93% na primeira quadrissemana de janeiro);
  • Saúde: 0,72% (de 0,64% na primeira quadrissemana de janeiro);
  • Vestuário: 0,46% (de 0,35% na primeira quadrissemana de janeiro);
  • Educação: 1,51% (de 0,96% na primeira quadrissemana de janeiro).

Inflação estourou o teto da meta em 2024

A inflação de dezembro no Brasil foi de 0,52%, acima dos 0,39% registrados em novembro, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano com alta acumulada de 4,83%. O número superou em 0,21 ponto porcentual (p.p.) o índice de 2023 (4,62%) e ficou 0,33 p.p. acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 4,5%.

Leia também: “Mercado sobe projeção e vê inflação em 5,08% em 2025”

Segundo o IBGE, os maiores impactos sobre a inflação de 2024 vieram do grupo alimentação e bebidas, que acumulou alta de 7,69% em 12 meses e contribuiu com 1,63 ponto porcentual para o IPCA do ano.

Além disso, as elevações acumuladas nos preços dos grupos saúde e cuidados pessoais (6,09%) e transportes (3,30%) também tiveram impactos significativos (de 0,81 p.p. e 0,69 p.p., respectivamente) sobre a inflação do ano. Juntos, esses três grupos responderam por cerca de 65% da inflação de 2024.

Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a gasolina foi o que exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual sobre a inflação de 2024, com alta acumulada de 9,71% no ano.

Leia também: “Inflação: alimentos tornam a vida do brasileiro mais cara em 2024”

Em segundo lugar, veio o subitem plano de saúde, que subiu 7,87% em 12 meses e contribuiu com 0,31 p.p. para o IPCA de 2024. Na sequência, aparece a refeição fora do domicílio, que acumulou alta de 5,70% em 12 meses, com impacto de 0,20 p.p. no IPCA do ano.

Outro subitem em destaque foi o café moído, que exerceu o quarto maior impacto individual sobre a inflação do ano passado (0,15 p.p.) e acumulou alta de 39,6% em 2024.

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